???? Bancada do Cidadania na Câmara decide ficar fora da base de Lula. Procurado pelo portal, Amom Mandel deu a sua opinião

Deputados divergem do Diretório Nacional; afirmam que apoiarão "medidas boas para o povo" sem deixar de fazer críticas à gestão Os deputados que irão compor a bancada do Cidadania na Câmara em 2023 decidiram neste sábado (14.jan.2023) ficar independentes e fora da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão se …

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Deputados divergem do Diretório Nacional; afirmam que apoiarão “medidas boas para o povo” sem deixar de fazer críticas à gestão

Os deputados que irão compor a bancada do Cidadania na Câmara em 2023 decidiram neste sábado (14.jan.2023) ficar independentes e fora da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão se contrapõe à posição do Diretório Nacional da sigla, que havia aprovado apoio “incondicional” ao petista.

Em nota (leia abaixo), os deputados disseram que apoiarão “medidas que sejam boas” para a população, “como aquelas que promovam a justiça social”.

Procurado pelo Portal foco no fato, Amom Mandel seu sua opinião sobre a nota da bancada do Cidadania: “Desde o início do mandato, eu defendo a ideia de que o parlamentar deve sempre ser independente, ou seja, pelo menos na minha opinião, não faz tanto sentido nós fazermos parte de uma base aliada nos moldes atuais, onde você flexibiliza parte das suas propostas de campanha pra ajudar o mandatário do Executivo. Acredito que o correto é defendermos uma plataforma própria, a minha gira em torno da marca que criamos, o Eu Sou Amom. Eu não sou Bolsonaro, não sou Lula, não sou Ciro. Pretendo ter exatamente a mesma postura que tive como vereador, lá no Congresso Federal, cobrando a transparência, seriedade e o cumprimento das propostas de campanha, com independência.”, afirmou o deputado mais votado do país proporcionalmente

Os congressistas completam: “Sempre seremos a favor da democracia e do respeito ao Estado Democrático de Direito, mas não nos furtaremos em criticar e combater possíveis erros da nova gestão federal”. 

A bancada do Cidadania na nova legislatura terá 5 deputados, que assinam a nota. São eles:

  • Alex Manente (SP), líder da bancada;
  • Arnaldo Jardim (SP);
  • Any Ortiz (RS);
  • Amom Mandel (AM);

Manente afirmou que a decisão foi tomada baseada no programa proposto pelo estatuto do partido, que “diverge muito do programa do PT”.

Os deputados dizem defender “a sustentabilidade em toda sua compreensão, como também a responsabilidade fiscal e as reformas modernizadoras do nosso país”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela bancada do Cidadania na Câmara:

“A Bancada eleita/reeleita do Cidadania na Câmara dos Deputados vem a público anunciar que manterá a posição de independência em relação ao governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

“Essa posição dos nossos deputados diverge da decisão tomada pela Direção Nacional Cidadania que é favorável a apoiar incondicionalmente o governo do PT.

“Apoiaremos as medidas que sejam boas para nosso povo, como aquelas que promovam a justiça social. Sempre seremos a favor da Democracia e do respeito ao Estado Democrático de Direito.

“Mas, não nos furtaremos em criticar e combater possíveis erros da nova gestão federal.

“Também atuaremos na defesa de proposições que se alinharem ao nosso programa partidário e aos nossos princípios.

“A Bancada na Câmara toma a presente decisão, por unanimidade, e está respaldada pelo estatuto do partido, que é contra fechamento de questão.

“Defendemos ainda a sustentabilidade em toda sua compreensão, como também a responsabilidade fiscal e as reformas modernizadoras do nosso país”.

No 2º turno das eleições, o partido apoiou a candidatura de Lula, que disputava a Presidência contra Jair Bolsonaro (PL). Na 1ª etapa do pleito, a sigla apoiou a candidatura da atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB).

A legenda, formou em maio de 2022 uma federação com o PSDB e agora tenta se fundir ao Podemos.

Apesar da decisão anunciada pelos deputados neste sábado (14.jan), no Senado, a única senadora eleita pelo partido Eliziane Gama (MA) segue como aliada e integrante da base de Lula. Ela integrou o Conselho Político da equipe de transição do petista.

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