Os envolvidos são investigados há mais de 3 anos pela PF, entre eles um secretário municipal. Carros de luxo, jóias e embarcações foram apreendidos Empresas de coleta de lixo em Manaus foram alvo da Operação Dente de Marfim, que investiga suspeitas de fraudes fiscais. A ação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público …
???? Empresas de fachada que prestam serviço de coleta de lixo em Manaus são alvo de operação

Os envolvidos são investigados há mais de 3 anos pela PF, entre eles um secretário municipal. Carros de luxo, jóias e embarcações foram apreendidos
Empresas de coleta de lixo em Manaus foram alvo da Operação Dente de Marfim, que investiga suspeitas de fraudes fiscais. A ação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, envolvendo 34 pessoas físicas e jurídicas, além do bloqueio de R$30 milhões.
Empresas de fachada emitiram R$ 48 milhões em notas fiscais frias, resultando em sonegação fiscal de mais de R$ 21 milhões. Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, jóias e embarcações.
Um secretário municipal da Prefeitura de Manaus está entre os investigados. Tudo indica que se trata de Sabá Reis, titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulp), que coordena a limpeza e coleta de resíduos em Manaus, mas a informação não foi confirmada pela polícia.
“Nós temos um elemento de prova que dá a entender que havia pagamento de vantagem indevida para o gestor da secretaria, no entanto, a gente precisa continuar a investigação”, disse o delegado João Marcello Uchoa, coordenador da operação.
As investigações, que duraram mais de 3 anos, revelaram que uma empresa contratada em 2016 continuou prestando serviços mesmo após a mudança de gestão municipal. A empresa utilizava notas fiscais fraudulentas emitidas por outras empresas, incluindo um escritório de advocacia que recebia altas quantias após o recebimento de valores transferidos pela empresa de conservação.
“Para se ter uma ideia, uma das notas fiscais registra a compra de 50 mil metros quadrados de vidro. Esse quantitativo corresponde ao maior edifício do país, que fica em Balneário Camboriú [Santa Catarina]”, comentou o delegado João Marcello Uchoa.
Além das atividades ilícitas relacionadas à sonegação fiscal, a conexão entre os investigados e a administração municipal envolvia nomeações para cargos e troca de favores. A contratação da empresa investigada em 2016 já havia sido alvo de polêmica, com uma das empresas participantes do processo licitatório recorrendo à justiça para suspender a licitação.
A Operação Dente de Marfim não está diretamente relacionada à Operação Entulho, deflagrada anteriormente em Manaus. No entanto, o modus operandi da empresa investigada na operação atual era semelhante ao das empresas alvo da operação anterior. A ação contou com a participação de 70 policiais federais.
Estamos com foco no fato.











