Na noite da última quarta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi palco de um espetáculo peculiar de "democracia" promovido pelos militantes da esquerda, que, em sua busca por expressar sua indignação, transformaram a sessão em um verdadeiro caos. O motivo da revolta? A aprovação do projeto de privatização da Companhia de …
???? Coluna 54 de Gabriel F. Melo | O CIRCO ‘DEMOCRÁTICO’: O ATAQUE DA ESQUERDA NA ASSEMBLEIA DE SÃO PAULO

Na noite da última quarta-feira, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) foi palco de um espetáculo peculiar de “democracia” promovido pelos militantes da esquerda, que, em sua busca por expressar sua indignação, transformaram a sessão em um verdadeiro caos. O motivo da revolta? A aprovação do projeto de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Enquanto os deputados estaduais votavam a favor do projeto, os defensores do status quo, incapazes de aceitar a mudança, decidiram que a melhor maneira de expressar sua discordância seria causar tumulto e promover a baderna. A ironia atinge seu ápice quando se considera que esses agitadores autodenominados defensores da democracia são os mesmos que agora apelidam o episódio como um ataque “democrático”.
A votação prosseguia apesar da confusão instigada pelos militantes, que não hesitaram em entrar em confronto com a polícia. Imagens chocantes exibem agentes de segurança com o rosto ensanguentado, enquanto cinco pessoas eram presas. O espetáculo de desordem foi, sem dúvida, a manifestação da “democracia vibrante” que a esquerda insiste em defender.
Em um momento irônico, é inevitável lembrar dos bolsonaristas que, recentemente, foram condenados a longas penas de prisão pelos atos de depredação na Praça dos Três Poderes. Será que os militantes de esquerda receberão o mesmo tratamento rigoroso da justiça? Ou será que a “democracia vibrante” os protegerá da mesma forma que parece ter protegido outros manifestantes em eventos passados?
É impossível não questionar se a aplicação da lei será consistente. Será que aqueles que causaram tumulto na Alesp enfrentarão penas severas, superando até mesmo os dez anos de prisão impostos a alguns manifestantes em Brasília? Afinal, a justiça não deveria ser cega, mas as circunstâncias recentes fazem com que se questione se ela é, na verdade, seletiva.
O episódio na Assembleia de São Paulo expõe a ironia por trás da retórica da “democracia vibrante” defendida pela esquerda. Enquanto clamam por participação democrática, alguns de seus membros optam por tumultuar e desafiar a ordem pública quando as decisões não estão de acordo com suas convicções. Resta saber se a justiça será imparcial ou se a ironia persistirá, tornando-se uma constante na política brasileira.











