???? Ex-presidente da EBC vai continuar recebendo salário de R$ 35 mil por 6 meses

O jornalista Hélio Doyle, que presidiu a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) entre fevereiro e outubro, vai continuar recebendo o salário de R$ 35 mil por seis meses. A decisão de conceder quarentena remunerada a Doyle é da Comissão de Ética Pública e foi tomada na última reunião deste ano, em 11 de dezembro. Indicado …

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O jornalista Hélio Doyle, que presidiu a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) entre fevereiro e outubro, vai continuar recebendo o salário de R$ 35 mil por seis meses. A decisão de conceder quarentena remunerada a Doyle é da Comissão de Ética Pública e foi tomada na última reunião deste ano, em 11 de dezembro.

Indicado de Lula ao cargo, o jornalista foi demitido em outubro, depois de compartilhar, no Twitter/X, uma publicação do cartunista e ativista político Carlos Latuff que dizia: “Não precisa ser sionista para apoiar Israel. Ser um idiota é o bastante”.

Doyle também se recusava a chamar o processo de cassação de Dilma Rousseff de impeachment. Usava a palavra “golpe” para se referir à decisão do Congresso avalizada pela Justiça.

Com a decisão da Comissão de Ética e a manutenção do salário por seis meses, o jornalista não poderá atuar na iniciativa privada.

A quarentena remunerada é concedida a ex-servidores do alto escalão do governo federal que tiveram acesso a informações privilegiadas e, por isso, podem favorecer empresas da iniciativa privada. Para ter direito ao salário, precisam apresentar uma proposta de emprego em uma empresa privada.
ministras Lula mulheres
Ana Moser foi demitida para dar lugar a deputado do centrão | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A ex-ministra dos Esportes Ana Moser, assim como o ex-presidente da EBC Hélio Doyle, também ganhou o benefício de seis meses de salário sem trabalhar. Ela foi exonerada em setembro por Lula, que queria dar o cargo ao centrão. Segundo o Estadão, Ana Moser não apresentou proposta de trabalho ao pedir a quarentena remunerada ao colegiado.

Pela jurisprudência da Comissão de Ética, a apresentação de uma proposta de emprego só seria dispensável em caso de cargos que atuam em áreas sensíveis, como o ministro da Economia ou o presidente do Banco Central.

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