Morto aos 80 anos, no sábado (13/1), em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira vivia, nos últimos anos, em um apartamento alugado de 300 metros quadrados, depois de ter sido despejado de sua famosa e extravagante mansão no bairro do Morumbi, na capital paulista. Mas ele já foi …
???? Colecionador de artes e preso duas vezes: Quem foi Cid Ferreira?

Morto aos 80 anos, no sábado (13/1), em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira vivia, nos últimos anos, em um apartamento alugado de 300 metros quadrados, depois de ter sido despejado de sua famosa e extravagante mansão no bairro do Morumbi, na capital paulista. Mas ele já foi um dos empresários mais ricos do Brasil.
Fundador do Banco Santos, cuja falência foi decretada em 2005, Edemar foi acusado de crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Em 2004, o Banco Central (BC) decretou intervenção financeira no Banco Santos, e Edemar foi afastado do comando da instituição. Na sequência, a autoridade monetária determinou a liquidação do banco, que na época estava entre os 20 maiores do país, afundado em um rombo de mais de R$ 2 bilhões. Edemar e outros diretores da instituição tiveram os bens bloqueados.
Edemar Cid Ferreira foi preso duas vezes. A mais longa em 2006, quando ficou detido por três meses no presídio de segurança máxima de Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-banqueiro foi condenado a 21 anos de prisão pela Justiça Federal de São Paulo, por formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira, desvio de recursos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores. A pena seria anulada anos depois.
Em 2006, depois da prisão preventiva decretada pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), Edemar foi solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O fundador do Banco Santos sempre disse que “tirou de letra” o período no cárcere porque sabia “que a verdade viria à tona”. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em 2023, Edemar afirmou: “A sensação de estar preso era algo muito maluco, mas eu tinha certeza de que estava certo e seria solto”.
Em 2015, em meio a falhas processuais, a Justiça anulou a fase de interrogatórios do caso envolvendo o Banco Santos e determinou que ela deveria ser refeita. A sentença contra Edemar foi anulada.
Fonte: Metrópoles
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