????David Almeida tenta liberação de R$ 580 milhões na CMM após viagem ao Caribe

No mesmo dia em que conseguiu evitar ter que prestar informações sobre uma viagem que fez em um avião fretado por um licitante ao Caribe, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), encaminhou, na última segunda-feira (19), à Câmara Municipal (CMM), o Projeto de Lei (PL 69/2024), que adiciona uma contragarantia e autoriza o resgate …

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No mesmo dia em que conseguiu evitar ter que prestar informações sobre uma viagem que fez em um avião fretado por um licitante ao Caribe, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), encaminhou, na última segunda-feira (19), à Câmara Municipal (CMM), o Projeto de Lei (PL 69/2024), que adiciona uma contragarantia e autoriza o resgate do empréstimo de R$ 580 milhões aprovado pelo Parlamento municipal no final do ano passado, destacou o jornalista Thiago Botelho, da coluna Sem Mimimi, desta quarta-feira (21).

O projeto foi encaminhado após o Ministério da Fazenda apontar uma série de inconsistências a serem sanadas pela prefeitura para que possa acessar o recurso.

“Essa pauta deve se tornar um novo teste de fogo para o prefeito na CMM, já que ele perdeu o apoio da maioria dos vereadores e atualmente enfrenta dificuldades nas votações da Casa”, destacou o jornalista.

“O empréstimo em questão foi alvo de muita polêmica, uma vez que, inicialmente, foi rejeitado pelos parlamentares e reencaminhado pela prefeitura – com um novo valor – para só então ser aprovado em votação apertada (21 a 18)”, relembrou Botelho.

Na época, questionou-se a necessidade da operação de crédito e a falta de informações precisas sobre a destinação do recurso.

Segundo vereadores, o pedido de ajuste feito pelo Ministério da Fazenda é uma espécie de atestado de incompetência da prefeitura e comprova que o empréstimo foi aprovado sem o devido debate e embasamento.

“Entre as falhas da prefeitura apontadas pelo Ministério da Fazenda estão a ausência do cronograma de pagamento do empréstimo, a taxa de juros aplicada, o custo-benefício da operação e a certidão expedida pelo Tribunal de Contas atestando que o município destina pelo menos o percentual mínimo para saúde e educação”, relatou Botelho.

Nos bastidores, comenta-se que a gestão municipal precisa desse recurso para manter a máquina em funcionamento, mesmo com um orçamento de mais de R$ 9 bilhões.

A votação desse novo projeto é vista como uma eleição antecipada, onde os parlamentares se posicionarão a favor ou contra o atual prefeito.

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