Os fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa, sofreram o baque da decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F. Em seu editorial desta quinta-feira, 22, o jornal O Estado de S. Paulo …
???? Toffoli transfere às vítimas da corrupção o prejuízo da J&F, afirma Estadão

Os fundos de pensão Petros, da Petrobras, e Funcef, da Caixa, sofreram o baque da decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F.
Em seu editorial desta quinta-feira, 22, o jornal O Estado de S. Paulo ressaltou que Toffoli transfere às vítimas da corrupção o prejuízo que deveria ser das empresas. Elas confessaram atos ilícitos em contratos com a administração pública.
Toffoli ignora provas da PF
Mesmo diante de provas, documentos, depoimentos e indícios recolhidos pela própria J&F nas negociações com a Justiça, o ministro do STF suspendeu a multa para atender a um pedido dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ambos são controladores do frigorífico JBS, uma das empresas do Grupo J&F.
Toffoli alegou “dúvida razoável” sobre a voluntariedade do acordo, desconsiderando todo o material coletado em quatro operações da Polícia Federal: Greenfield, Sépsis, Cui Bono e Carne Fraca.
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- Procurador responsável por acordo com a J&F diz que Toffoli se baseou em premissas falsas O Estadão destaca que, depois do rombo provocado pelas falcatruas descobertas em operações como a Lava Jato, aposentados e pensionistas desses fundos começaram a sentir no bolso o estrago.
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O ressarcimento bilionário que a J&F pagaria ao longo de 25 anos, segundo o acordo com o Ministério Público Federal, em 2017, traria um alívio a essa população. Até que veio a intervenção do ministro do Supremo.
“Tão espantosa quanto a decisão isolada de Toffoli é o fato de o STF ainda não ter submetido à avaliação de todo o colegiado matéria de tamanha relevância”, frisou o jornal.Para o Estadão, a sustação das multas não tem o poder de zerar o prejuízo que atinge toda a sociedade brasileira. E não haverá perdão dessa dívida.











