????Saiba quem foi Jim Jones, conhecido por unir discursos religiosos

James Warren "Jim" Jones (1938-1978) foi o fundador e líder da seita Templo dos Povos, que se tornou conhecida mundialmente após o suicídio coletivo em Jonestown, na Guiana, no dia 18 de novembro de 1978. Jones se destacou nos anos de 1950 ao unir discursos religiosos com a defesa dos direitos políticos dos negros nos …

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James Warren “Jim” Jones (1938-1978) foi o fundador e líder da seita Templo dos Povos, que se tornou conhecida mundialmente após o suicídio coletivo em Jonestown, na Guiana, no dia 18 de novembro de 1978.

Jones se destacou nos anos de 1950 ao unir discursos religiosos com a defesa dos direitos políticos dos negros nos Estados Unidos, que até aquele momento ainda vivenciava um apartheid racial em boa parte das cidades. À frente da igreja Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos: Igreja Cristã do Evangelho Pleno), em Indianápolis, conseguiu muitos fiéis, especialmente afro-descendentes.

Jones e sua esposa, Marceline, ganharam notoriedade nacional ao adotar crianças não brancas e incentivar o mesmo entre os fiéis da igreja. Isso fez com que o casal recebesse muitas ameaças de racistas. Em seus discursos, ele defendia uma igualdade racial e pregava um possível apocalipse nuclear.

Em 1962, ele se mudou para Belo Horizonte e estudou a região para verificar a possibilidade de transferir o Templo dos Povos para Minas Gerais, mas a família Jones não se adaptou. Não era fácil conseguir fiéis na capital mineira sem conseguir falar português.

Em seguida, em 1963, Jones e sua família passaram uma pequena temporada no Rio de Janeiro, trabalhando com pessoas de favelas e conhecendo melhor o sincretismo religioso brasileiro.

Mas não demorou muito para avisarem ao pastor que problemas estavam acontecendo no Templo dos Povos durante sua viagem. Jones, então, decidiu voltar a Indianápolis e planejar a expansão de sua seita para outros estados norte-americanos. Em 1972, a sede da igreja passou para São Francisco, na Califórnia.

A construção de Jonestown, uma comunidade rural na divisa entre a Guiana e a Venezuela, foi iniciada em 1974. Os primeiros 50 residentes, transferidos da igreja em São Francisco, chegaram em 1977 – mas no ano seguinte já eram mais de 900.

Frente a uma denúncia de que o Templo dos Povos havia levado crianças para a Guiana sem a permissão formal de seus pais e que membros da igreja eram mantidos contra a vontade na comunidade, o deputado californiano Leo Ryan foi conferir a situação in loco.

Para o parlamentar, todos os membros da igreja diziam que estava tudo bem, mas uma pessoa conseguiu mostrar a Ryan que havia uma situação de opressão no local.

Antes de sair de Jonestown, Ryan afirmou aos membros da igreja de que, quem quisesse, poderia sair dali em segurança – bastava manifestar o desejo. Algumas pessoas tomaram coragem e mostraram que, sim, queriam voltar aos Estados Unidos.

O problema foi que o grupo não conseguiu retornar em segurança para casa. Jones ordenou que um grupo armado de seguidores matasse o parlamentar e os membros que desejavam sair dali, na pista de pouso onde um avião os aguardava. Em seguida, ele ordenou que todos os 909 moradores da comunidade rural se matassem tomando cianureto – incluindo cerca de 300 crianças. Quem se recusava, era ameaçado por homens armados, e obrigado a tomar o veneno.

Se você quiser saber mais sobre Jim Jones, ele é uma das figuras retratadas na série documental de humor sarcástico “Como se tornar um líder de seita”, da Netflix. Ele também é tema de vários podcasts sobre true crimes como Modus Operandi, Crimes de Sutiã, 1001 Crimes, Colecionador de Ossos, Psicologia Criminal e Quinta Misteriosa.

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