A pedido do governador do Amazonas, Wilson Lima (União), o governo federal assinou na noite da última quarta-feira (19) em Brasília, a publicação de editais para a contratação de dragagens em trechos dos rios Amazonas e Solimões. A previsão é que a estiagem deste ano seja tão ou mais intensa que a de 2023. Serão investidos R$ 505 milhões …
???? Amazonas se prepara para seca intensa com investimento em dragagem de rios

A pedido do governador do Amazonas, Wilson Lima (União), o governo federal assinou na noite da última quarta-feira (19) em Brasília, a publicação de editais para a contratação de dragagens em trechos dos rios Amazonas e Solimões. A previsão é que a estiagem deste ano seja tão ou mais intensa que a de 2023.
Serão investidos R$ 505 milhões em obras para recuperar a capacidade de navegação dos rios, essencial para o transporte de pessoas e o escoamento de mercadorias. A assinatura dos editais foi facilitada pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, através dos ministros Silvio Costa Filho e Renan Filho.
Os editais preveem a contratação das dragagens em quatro trechos: Manaus-Itacoatiara, Coari-Codajás, Benjamin Constant-Tabatinga e Benjamin Constant-São Paulo de Olivença. Wilson Lima expressou sua satisfação com a resposta positiva do Governo Federal e do Ministro Silvio Costa, enfatizando a importância do início desse processo para minimizar os impactos da seca deste ano. Ele destacou que a estiagem será muito severa, possivelmente pior que a do ano passado, e que a mobilização do governo federal é crucial para garantir a trafegabilidade nos rios.
O governador tem se reunido, desde o início do ano, com ministros, solicitando apoio na antecipação das ações. Já na primeira quinzena de maio, o governador anunciou a emissão de licenças ambientais para a dragagem em quatro trechos de rios do Amazonas.
A dragagem de um rio consiste na remoção de sedimentos e resíduos acumulados no fundo, que reduzem a profundidade e prejudicam a navegabilidade. Esse processo é fundamental para evitar que a seca dos rios cause um impacto negativo significativo na Zona Franca de Manaus e no comércio local. No Polo Industrial, a estiagem afeta a logística, aumenta os custos de transporte, prejudica o abastecimento de água e gera desafios ambientais e socioeconômicos. No comércio local, dificulta o abastecimento, eleva os custos operacionais, aumenta os preços e pode resultar na redução das vendas.
A Defesa Civil tem realizado reuniões desde janeiro com setores como indústria, comércio, poderes públicos, empresas de telecomunicações e concessionárias de água e energia, para coordenar ações de prevenção diante da possibilidade de outra severa estiagem em 2024.
Durante a assinatura do edital, na qual o governador participou online, Wilson Lima anunciou que em julho o Governo do Amazonas decretará Estado de Emergência em três calhas: Solimões, Juruá e Purus. O objetivo é iniciar tratativas com ministérios e outros órgãos do Governo Federal para ajudar as famílias afetadas.
Com informações da assessoria











