Restando apenas seis meses para o mandato Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC) terminar, a busca pelo sucessor ganha tração a partir de agora. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a apontar sua artilharia contra o titular da instituição e deu sinais sobre o perfil do nome …
???? Com juros mantidos, processo de sucessão de Campos Neto ganha tração

Restando apenas seis meses para o mandato Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC) terminar, a busca pelo sucessor ganha tração a partir de agora. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a apontar sua artilharia contra o titular da instituição e deu sinais sobre o perfil do nome que escolherá para comandar a autoridade monetária no próximo ciclo.
Lula pressiona por um corte de juros mais acentuado, justificando que a inflação no país está controlada. No entanto, o Banco Central brasileiro tem adotado cautela ao considerar que não é momento para novos cortes e uma redução significaria ceder à pressão política.
Nessa quarta-feira (19/6), por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, no mesmo patamar, 10,5% ao ano. A Selic é referência para as outras taxas de juros do mercado, e a pressão do governo se deve ao fato de que taxas menores poderiam ajudar a aquecer a atividade econômica.
“O Comitê avalia que o cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes”, disse o colegiado a respeito do ambiente externo. Em relação ao cenário doméstico, o grupo citou a “elevação das projeções de inflação” para justificar a decisão.
“O Comitê avalia que as conjunturas doméstica e internacional seguem mais incertas, exigindo maior cautela na condução da política monetária”, concluiu o comunicado do Copom.
Fonte: Metrópoles
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