O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, denunciou uma nova taxa a ser cobrada por empresas de navegação, no valor de US$ 5 mil dólares por contêiner transportado a Manaus. A medida, segundo o secretário, pode trazer grandes prejuízos para empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM). A manifestação …
???? Empresas de navegação se aproveitam da estiagem para explorar empresários, diz Serafim Corrêa

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, denunciou uma nova taxa a ser cobrada por empresas de navegação, no valor de US$ 5 mil dólares por contêiner transportado a Manaus. A medida, segundo o secretário, pode trazer grandes prejuízos para empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM).
A manifestação de Serafim foi feita na última quarta-feira (3), durante a reunião ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Segundo ele, entidades que representam comerciantes e empresários no Amazonas se queixaram da iniciativa, chamada de taxa de pouca água.
Ainda de acordo com o secretário, a estiagem severa que o Amazonas enfrentou no ano passado é a principal motivação da cobrança por parte das empresas de navegação.
“É preciso registrar que, além disso, antes fretes que eram de 3,5 mil dólares passaram para 11,5 mil dólares e agora com mais 5, o frete por contêiner fica 16,5 mil dólares. Ora, um contêiner, em média, o custo da mercadoria são 45 mil dólares. E 16,5 mil dólares de frete equivale em torno de 40%, o que é um absurdo. Isso derruba todos os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. As operadoras de navegação estão se aproveitando de um momento que ainda nem aconteceu para ganhar dinheiro e isso nós temos que repudiar. Essas operadoras estão se aproveitando para lucrar em cima de tragédia que é a estiagem forte”, explicou o secretário.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que levará o caso para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
A estiagem é a falta de chuvas no estado, representado pelo período da seca. O Amazonas, que é um estado essencialmente fluvial, enfrentou a maior seca registrada em mais de 120 anos de história, em 2023, e os prognósticos para este ano indicam que a severidade da seca poderá se repetir. Segundo a Defesa Civil do Amazonas, a população pode se antecipar às consequências da estiagem fazendo estoque de água, alimentos e medicamentos para enfrentar o período crítico.











