A mais recente cartada do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que transferiu a tramitação do PL da Anistia para uma comissão especial, foi pensada para solidificar apoios à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. Um adiamento da votação do projeto pode facilitar o desejado apoio do Partido dos …
???? Bolsonaristas tentam “salvar” PL da Anistia após canetada de Lira

A mais recente cartada do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que transferiu a tramitação do PL da Anistia para uma comissão especial, foi pensada para solidificar apoios à candidatura de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. Um adiamento da votação do projeto pode facilitar o desejado apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), que tem a segunda maior bancada da Câmara, ao paraibano.
Apesar de atrasar o andamento do texto, a estratégia é enxergada pelo Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma oportunidade de atrair mais apoiadores para a causa da anistia a participantes e financiadores dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro de 2023, com a exposição que o colegiado trará ao tema.
O projeto de lei (PL) nº 2858/2022, conhecido como PL da Anistia, prevê o perdão dos condenados por participarem das manifestações que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília (DF) depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com outros projetos apensados à proposta, bolsonaristas usam o texto como trunfo para reverter a inelegibilidade de Bolsonaro.
A votação estava marcada para essa terça (29/10) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas Lira enviou o texto para uma comissão especial. A CCJ é comandada por Caroline De Toni (PL-SC), deputada federal bolsonarista que tem se dedicado a aprovar a anistia.
“O meu desejo é que seja aprovada o mais rápido possível no Plenário da Câmara. Todo o nosso esforço não foi em vão; nossa mobilização nos trouxe até aqui e não descansaremos enquanto não for aprovada. É urgente que façamos a verdadeira justiça e continuaremos firmes na nossa missão”, destacou De Toni após a decisão de Lira.
Fonte: Metrópoles
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