Deputado federal aponta tentativa de desviar atenção sobre acordo envolvendo entrega de 14% das terras indígenas pelo governo Lula O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) criticou duramente o governo Lula (PT) esta semana, acusando-o de utilizar o destaque dado pela imprensa às deportações de estrangeiros ilegais realizadas durante o governo Trump para desviar a …
Capitão Alberto Neto critica foco em deportações e alerta para suposta entrega de terras indígenas

Deputado federal aponta tentativa de desviar atenção sobre acordo envolvendo entrega de 14% das terras indígenas pelo governo Lula
O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) criticou duramente o governo Lula (PT) esta semana, acusando-o de utilizar o destaque dado pela imprensa às deportações de estrangeiros ilegais realizadas durante o governo Trump para desviar a atenção de uma suposta entrega de 14% das terras indígenas brasileiras à empresa privada Ambipar. De acordo com informações do Poder, as ações da empresa teriam se valorizado mais de 1000% na Bolsa de Valores após o acordo.
Alberto Neto também chamou atenção para o fato de que, durante o governo Biden, mais de 32 operações de deportação ocorreram sem a mesma repercussão midiática. Em suas palavras, o parlamentar classificou o governo Lula como “entreguista” e afirmou que “precisa ser derrubado já”.
O deputado pediu maior vigilância por parte da sociedade sobre o caso, reforçando que “boa coisa é que não tem” por trás dessa ação.
Governo nega venda
Em nota, o Governo Federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), refutou as acusações, afirmando que não houve transferência de terras indígenas para a iniciativa privada. A Constituição Federal determina que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são inalienáveis e imprescritíveis, garantindo a proteção desses territórios.
Segundo o MPI, o acordo com a empresa Ambipar foi firmado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e trata-se de um Protocolo de Intenções. Esse tipo de compromisso preliminar, amplamente utilizado na administração pública, não implica transferência de terras, recursos públicos ou responsabilidades do Estado. Diferentemente do que vem sendo divulgado em peças de desinformação, o acordo não configura concessão de terras indígenas nem depende de licitação ou concorrência.
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