Coluna 02 de Marcos Coerais | É carnaval! Você prefere a folia ou a calmaria?

O Carnaval é uma celebração que remonta ao período colonial, introduzido pelos portugueses lá no século XVII. Naquela época, as pessoas brincavam jogando água, farinha e outros materiais umas nas outras. Já pensou se ainda assim fosse hoje em dia? Seria divertido! Com o tempo, essas práticas foram evoluindo. Surgiram os cordões, que eram grupos …

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O Carnaval é uma celebração que remonta ao período colonial, introduzido pelos portugueses lá no século XVII. Naquela época, as pessoas brincavam jogando água, farinha e outros materiais umas nas outras. Já pensou se ainda assim fosse hoje em dia? Seria divertido!

Com o tempo, essas práticas foram evoluindo. Surgiram os cordões, que eram grupos de foliões desfilando em fila pelas ruas; os ranchos carnavalescos, que eram desfiles organizados com música, fantasias e uma estrutura hierárquica com rei e rainha; e os zé-pereiras, grupos que saíam pelas ruas tocando tambores e outros instrumentos de percussão, anunciando o início das festividades.

No início do século XX, o surgimento do samba no Rio de Janeiro contribuiu para o aparecimento das primeiras escolas de samba, que se tornaram símbolos do nosso Carnaval. Hoje, uma festa celebrada em todo o país, com manifestações culturais diversas que refletem a riqueza e a pluralidade do Brasil. Do norte ao sul, blocos de rua, desfiles e festas populares compõem o que é considerado a maior festa popular brasileira.

Oficialmente, o Carnaval dura cinco dias, começando no sábado e indo até terça-feira, conhecido como Terça-Feira Gorda, que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, marcando o início da Quaresma. Olha, falar sobre a Quaresma, pode ser um bom tema, mas fica para uma próxima coluna.

Bom, mas sinceramente, parece que o Carnaval no Brasil dura o ano todo. Antes mesmo do sábado oficial, já vemos diversos blocos espalhados pelas cidades, especialmente nos finais da semana que antecedem a festa principal. Eita, que nós Brasileiros somos um povo animado. (rs)

Aqui em Manaus, não é diferente, temos os desfiles das escolas de samba no Sambódromo, os blocos de rua, bandas e eventos que se tornaram tradicionais, como o Carnaboi, que mistura o ritmo do boi-bumbá com a folia carnavalesca. É muita comemoração!

A história do Carnaval manauara remonta ao auge do ciclo da borracha, entre 1890 e 1914, período em que a cidade vivenciou um florescimento cultural significativo. Com o tempo, a festa evoluiu, incorporando elementos únicos que se destacam no cenário nacional.

Claro, para muitos, o Carnaval é sinônimo de folia, mas há quem prefira aproveitar o feriadão prolongado para descansar. Acredite, uma pesquisa recente revelou que 1 em cada 3 brasileiros preferem descansar no Carnaval.

Confesso que gosto dessa época do ano. Tenho uma alma meio nostálgica, sabe? Fico imaginando como seria se ainda tivéssemos aqueles bailes tradicionais de Carnaval, como os que rolavam no Ideal Clube ou no Atlético Rio Negro Clube. Eu lembro que, na minha infância, todos os anos eu frequentava os bailinhos infantis do ASA (Agremiação de Sargentos da Amazônia).

Embora eu goste do clima carnavalesco, não sou de frequentar festas. Mas preciso compartilhar uma experiência incrível que tive no ano passado. Desfilei em uma ala da escola de samba Sem Compromisso, que homenageou o jornalista Oswaldo Lopes, presidente da TV Pública, Sistema Encontro das Águas. A escola foi campeã e subiu para o grupo especial. Foi mágico passar pela avenida, cantar com todos o samba-enredo. A sensação de estar na passarela do samba, olhando para o público na arquibancada, é sensacional.

Escrevendo isso, até lembrei de uma noite de Carnaval em 2003, quando fui ao Sambódromo de Manaus com meus pais. Naquele ano, a Escola de Samba A Grande Família homenageou a apresentadora e jornalista Baby Rizzato. Vieram flashes dessa memória tão especial. Aliás, tenho uma boa história com a Baby Rizzato, que oportunamente conto aqui.

Deu até vontade de desfilar novamente este ano. Não tenho uma escola do coração; Torço por todas. Já parou para pensar no número de pessoas envolvidas para fazer o espetáculo acontecer? Ao meu ver, todos merecem ser campeões. Diferente da época bovina, que aí eu já prefiro que o Boi Caprichoso seja sempre o campeão. Ops, melhor não falar sobre isso agora. (rs)

Acho que este ano vou assistir toda a folia carnavalesca pela TV mesmo. Sempre nesse período, prefiro aproveitar de duas formas: no sábado, assistir a algum programa pela TV, e nos outros dias até a Quarta-Feira de Cinzas, buscar a tranquilidade da natureza. Uma praiazinha faz bem, hein.

E você, caro leitor, é daqueles que prefere a folia do Carnaval ou busca a calmaria durante esse período?

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