A pré-candidatura de Maria do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas vem acumulando tropeços e consolidando-se, segundo analistas políticos, como um exemplo de como desidratar uma candidatura antes mesmo da largada oficial. Na avaliação do jornalista Igor Castro, na coluna Direto ao Ponto desta terça-feira (2), a ausência da pré-candidata em eventos estratégicos, como o …
Análise: Maria do Carmo “afunda” na própria campanha e isola candidatura ao Governo do Amazonas

A pré-candidatura de Maria do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas vem acumulando tropeços e consolidando-se, segundo analistas políticos, como um exemplo de como desidratar uma candidatura antes mesmo da largada oficial.
Na avaliação do jornalista Igor Castro, na coluna Direto ao Ponto desta terça-feira (2), a ausência da pré-candidata em eventos estratégicos, como o Festival Folclórico de Parintins — o principal palco de articulação política do estado neste período — foi apenas mais um erro entre tantos.
“Ela ficou fora e ainda criticou quem foi. Inclusive aliados do próprio PL. Isso mostra isolamento político e falta de compreensão do momento”, afirmou Castro.
Segundo o jornalista, Maria segue repetindo um discurso genérico sobre “conhecer melhor o Amazonas”, enquanto demonstra, na prática, falta de estrutura, articulação, propostas e aliados.
“A pré-candidatura de Maria do Carmo segue se perdendo pelo caminho. Sem discurso, sem pauta, sem projeto e sem aliados. Lá na frente, o PL vai acabar lançando outro nome ou apoiando alguém de fora”, completou.
Outro ponto criticado foi a ausência da pré-candidata na manifestação pró-Bolsonaro, no último domingo (30), na Avenida Paulista. O motivo? Segundo Igor Castro, ela não conseguiu nem credencial para subir no trio elétrico.
“Curioso, né? Em Parintins, camarote virou pecado. Em São Paulo, virou exigência. Vai entender”, ironizou o jornalista.
A escolha por reviver o polêmico projeto do “metrô de superfície” — idealizado por Alfredo Nascimento, presidente estadual do PL — também foi vista como um equívoco. A proposta, que nunca saiu do papel nem nos tempos em que Alfredo foi ministro de Lula e Dilma, foi chamada por Castro de “projeto de PowerPoint”.
Para o analista, enquanto outros pré-candidatos ocupam espaço, dialogam com a população e articulam alianças, Maria do Carmo parece estar presa num labirinto político construído por ela mesma.
“A candidatura dela tem mais chances de naufragar do que decolar”, concluiu.











