A reforma tributária precisa considerar que não existe processo de transição da Zona Franca de Manaus para outra matriz econômica, e que acabar com o incentivo fiscal da região significa queimar a floresta. Essa é a avaliação do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), que trabalha junto ao governo e à Câmara para definir qual regra irá garantir …
???? Acabar com a Zona Franca é queimar a floresta, diz governador do Amazonas

A reforma tributária precisa considerar que não existe processo de transição da Zona Franca de Manaus para outra matriz econômica, e que acabar com o incentivo fiscal da região significa queimar a floresta.
Essa é a avaliação do governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), que trabalha junto ao governo e à Câmara para definir qual regra irá garantir a manutenção desse regime especial.
Em entrevista à Folha, o governador classifica como positivo o relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) com as diretrizes para a reforma tributária, que prevê um tratamento diferenciado para a região, embora não diga qual será o mecanismo para manter a competitividade do polo industrial de Manaus.
O relator diz que é necessário garantir os empreendimentos da região enquanto se avança na construção de um novo modelo que garanta emprego e a manutenção do patrimônio ambiental. O governador, no entanto, não vê possibilidade de construção de um novo modelo que substitua o sistema garantido pela Constituição para a região até 2073.
“Não existe esse processo de transição da Zona Franca de Manaus para uma outra matriz econômica. No dia em que anunciar que vamos fazer um processo de transição, o empresário entende que não vai ter mais condições de ficar aqui e começa a desmobilizar hoje mesmo”, afirma.
“Não tem nenhuma fonte empregadora que substitua a Zona Franca de Manaus. Quem falar que tem ou está agindo de má-fé ou não conhece a realidade da Amazônia.”
Fonte: Folha de S. Paulo











