RETA FINAL DE TIRAR O FÔLEGO: 14 DIAS PARA ELEIÇÕES E GOVERNO E SENADO SEGUEM INDEFINIDOS NO AMAZONAS

Com diferenças apertadas entre os principais candidatos, disputa pelas vagas promete ser decidida voto a voto

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Faltando apenas 14 dias para as eleições, o Amazonas entra na fase mais decisiva de uma campanha marcada pelo equilíbrio, pela alternância nas pesquisas e pela ausência de favoritos absolutos. Tanto na disputa pelo Governo quanto na corrida pelas duas vagas do Senado, os principais candidatos chegam à reta final com possibilidades reais, mas também sob enorme pressão.

Os levantamentos divulgados ao longo da campanha apresentaram metodologias e resultados diferentes. Apesar das divergências, há um ponto em comum: o cenário permanece aberto e qualquer precipitação na campanha, desempenho ruim nos debates ou fato político relevante poderá interferir diretamente no resultado das urnas.

Na eleição para o Governo, Omar Aziz, Roberto Cidade, Maria do Carmo Seffair e David Almeida travam uma disputa acirradíssima pelas duas vagas do segundo turno. No Senado, Eduardo Braga, Alberto Neto, Wilson Lima e Plínio Valério formam o grupo mais competitivo na busca pelas duas cadeiras disponíveis.

Omar Aziz começou a campanha carregando o peso do favoritismo e apareceu na liderança em diferentes levantamentos. Sua candidatura conta com uma aliança partidária robusta, experiência eleitoral e presença consolidada no interior.

O senador, entretanto, enfrenta o desafio de transformar estrutura política em crescimento eleitoral. Algumas pesquisas apontaram sinais de estabilização ou redução da vantagem, alimentando a percepção de que sua candidatura pode ter encontrado um teto.

A reta final também impõe a Omar o desgaste provocado por ataques dos adversários e por acontecimentos envolvendo aliados políticos. Seu objetivo, agora, é preservar a liderança, evitar novas perdas e assegurar uma das vagas no segundo turno.

Roberto Cidade conseguiu deixar a condição de azarão e ingressar definitivamente no grupo dos candidatos com possibilidade real de chegar ao segundo turno.

A visibilidade proporcionada pelo Governo do Amazonas, o ritmo intenso de campanha e a estrutura política da União Progressista deram musculatura à candidatura. Cidade também procura apresentar uma campanha leve, popular e mobilizada, com presença constante nos bairros de Manaus e nos municípios do interior.

Seu principal desafio é confirmar nas urnas o crescimento registrado durante a campanha. Cidade passou a ser alvo preferencial dos adversários, sinal de que deixou de ser coadjuvante e passou a representar ameaça concreta.

Maria do Carmo Seffair chega à reta final apoiada na força eleitoral da Direita e na identificação de sua candidatura com o eleitor conservador. A presença do PL e o alinhamento com Flávio Bolsonaro representam seus principais ativos.

A candidata apareceu competitiva em diferentes pesquisas e, em alguns cenários, ocupou a segunda colocação. Para avançar, precisa consolidar o eleitorado bolsonarista, reduzir resistências e evitar que os votos da Direita sejam pulverizados entre candidaturas estaduais distintas.

Maria enfrenta, ainda, uma campanha marcada por fortes questionamentos dos adversários sobre a Fametro, dívidas e passivos atribuídos ao grupo educacional. Sua capacidade de responder às críticas e manter o debate concentrado em suas propostas poderá ser decisiva.

David Almeida entrou na eleição contando com a estrutura construída durante sua passagem pela Prefeitura de Manaus e com uma base eleitoral expressiva na capital. No decorrer da campanha, entretanto, diferentes levantamentos passaram a colocá-lo atrás dos três principais adversários.

O prefeito precisa recuperar terreno rapidamente, sobretudo em Manaus, onde está concentrada sua maior força política. Sem uma reação expressiva na capital, sua passagem ao segundo turno fica ameaçada.

David aposta na comparação entre sua administração e as gestões adversárias, mas enfrenta rejeição, desgaste administrativo e dificuldades para ampliar sua presença no interior. Os últimos 14 dias serão determinantes para saber se conseguirá reagir ou se terminará isolado na quarta colocação.

Se a corrida pelo Governo está aberta, a eleição para o Senado apresenta um quadro ainda mais complexo. Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos, alianças informais, dobradinhas e a disputa pelo chamado “segundo voto” ganharam enorme importância.

Eduardo Braga aparece como um dos nomes mais consolidados. O senador dispõe de estrutura partidária, experiência eleitoral e presença histórica no interior. Seu desafio é administrar o desgaste natural de uma longa trajetória política e impedir que o eleitorado busque renovação.

Alberto Neto tenta converter a força de Flávio Bolsonaro e do PL em votos. A candidatura ganhou projeção com a agenda conservadora, as mobilizações de rua e a presença constante ao lado das principais lideranças da Direita. O deputado busca consolidar o primeiro voto do eleitor bolsonarista.

Wilson Lima aposta no legado de seus dois mandatos como governador, na ampla presença municipal e em uma campanha baseada no corpo a corpo. Sua estratégia procura transformá-lo também no segundo voto da Direita, alcançando eleitores que já escolheram Alberto Neto, mas ainda não definiram o outro candidato.

Plínio Valério entra na fase final sustentado por um perfil independente e por bandeiras de forte identificação regional, como a defesa da BR-319 e as críticas ao Governo Federal. O senador tenta transformar sua atuação parlamentar e sua comunicação direta em votos suficientes para conquistar a reeleição.

A eleição para o Senado não será determinada apenas pelo candidato mais lembrado. O desempenho de cada nome como segunda opção poderá definir quem ficará com as duas vagas.

Um candidato pode liderar como primeiro voto e, ainda assim, perder espaço na soma geral caso seja rejeitado como segunda escolha. Por isso, Alberto Neto, Wilson Lima, Eduardo Braga e Plínio Valério intensificam as agendas no interior e buscam ampliar alianças para além de seus grupos políticos tradicionais.

Nesse cenário, o eleitor ainda indeciso e aquele que definiu somente um dos dois votos poderão decidir o resultado.

Faltando 14 dias para a eleição, não existe espaço para acomodação. Omar precisa defender sua posição; Cidade quer consolidar o crescimento; Maria tenta unificar a Direita; e David necessita de uma reação imediata.

No Senado, Braga busca manter sua vantagem, Alberto tenta confirmar a força bolsonarista, Wilson trabalha para crescer como segundo voto e Plínio aposta em sua independência para permanecer competitivo.

As pesquisas apresentam fotografias diferentes do momento eleitoral, mas todas conduzem à mesma conclusão: Governo e Senado permanecem abertos. Com margens estreitas e candidaturas competitivas, o Amazonas poderá conhecer seus vencedores somente depois da contagem do último voto

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