Na noite do último sábado (03/08), ao oficializar sua candidatura à reeleição, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), criticou a saúde pública do Estado, esquecendo os dados oficiais do Sistema único de Saúde (SUS), que apontam que 62% dos atendimentos nos Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs) infantis e adultos do Governo do Amazonas, na capital, …
???? David critica saúde, mas ignora que a rede estadual atende pacientes da prefeitura

Na noite do último sábado (03/08), ao oficializar sua candidatura à reeleição, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), criticou a saúde pública do Estado, esquecendo os dados oficiais do Sistema único de Saúde (SUS), que apontam que 62% dos atendimentos nos Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs) infantis e adultos do Governo do Amazonas, na capital, são de pacientes que não conseguem atendimento na rede básica municipal.
De acordo com dados do SUS, citados pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), a rede estadual realizou 260.264 atendimentos no primeiro semestre deste ano, sendo 111.022 crianças e 149.242 adultos. A maior parte dos atendimentos realizados em Manaus foram de casos que podem ser tratados na atenção básica, em unidades de saúde municipais.
Dos 111.022 atendimentos infantis, 69.769 mil foram classificados com as cores azul e verde, que, conforme o Protocolo de Manchester, indicam casos de baixa complexidade, que é de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Prefeitura. Nos Prontos-socorros adultos, dos 149.242 mil atendimentos, 46.564 foram classificados como de baixa complexidade, ou seja, 31% dos casos foram de atenção básica.
O protocolo de Manchester é um método validado pelo Ministério da Saúde (MS) e que segue as recomendações sobre a Política de Humanização do Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo classifica os casos por meio de um sistema de cores: azul e verde são de baixa complexidade; amarelo, laranja e vermelho, vão de média a alta complexidades.
As unidades de urgência e emergência é para o atendimento prioritário aos pacientes com casos de maior potencial de agravamento. Ppor serem unidades de porta aberta, que não fazem restrição a pacientes, todos que chegam recebem atendimento nos prontos-socorros da rede estadual. E os casos de baixa complexidade acabam sobrecarregando o sistema. Além disso, os pacientes com esse perfil precisam aguardar um pouco mais para serem atendidos, porque a prioridade são os chegam em situação de urgência e emergência.











