???? Alckmin gera tensão ao Amazonas e pode dar “cheque mate” no PIM

Não é novidade que desde quando o nome do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), foi cogitado para compor a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças políticas locais e empresariais do Polo Industrial de Manaus (PIM) ficaram com o “pé atrás”. A cada dia a desconfiança com o vice-presidente só vem aumentando, tendo …

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Não é novidade que desde quando o nome do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), foi cogitado para compor a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideranças políticas locais e empresariais do Polo Industrial de Manaus (PIM) ficaram com o “pé atrás”. A cada dia a desconfiança com o vice-presidente só vem aumentando, tendo em vista que o político paulista sempre tentou interferir e barrar os incentivos que o modelo amazonense vem recebendo governo a governo.

Chegou a ser ventilado o nome do economista e ex-deputado federal derrotado nas eleições José Ricardo (PT) para assumir a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). No entanto, especula-se colocar à frente da gestão da autarquia, o auditor aposentado Mauro Ricardo Costa, que já foi ex-superintendente do modelo na década de 90, cujo interesse do vice-presidente seria para evitar que o avanço na industrial do Amazonas interferisse na paulista.

Quando assumiu a Suframa, em 1996, Costa implantou programas para reduzir a interferência política na autarquia e condicionar a aprovação de projetos de concessão de incentivos fiscais a metas de industrialização local e de exportação, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Outra preocupação dos empresários é quanto a continuidade das obras de recuperação da rodovia federal BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Isso porque a ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, sempre militou contra a continuidade da obra desde quando foi ministra nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Prova disso foi que nos 14 anos de governo petista, as obras de recuperação da rodovia nunca saíram do papel e sempre esbarrou na seara ambiental.

O Amazonas espera impaciente o posicionamento dos seus senadores, principalmente Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), aliados de primeira hora do presidente Lula, assim como o da bancada de deputados federais. O governador Wilson Lima (União Brasil) havia manifestado ao ex-presidente Bolsonaro à disposição de custear parte da obra com recursos próprios.

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