???? CNJ abre investigação contra juíza que criticou o STF. ‘Desrespeito à ordem’, argumentou corregedor do órgão

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por zelar pelo Judiciário, abriu uma investigação contra a juíza Ludmila Lins Grilo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, informou a GloboNews, nesta quarta-feira, 21. Conforme o canal, o CNJ apura a conduta da magistrada por ter participado de atos supostamente políticos, criticar decisões de ministros do Supremo Tribunal …

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por zelar pelo Judiciário, abriu uma investigação contra a juíza Ludmila Lins Grilo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, informou a GloboNews, nesta quarta-feira, 21.

Conforme o canal, o CNJ apura a conduta da magistrada por ter participado de atos supostamente políticos, criticar decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgar canais do jornalista Allan dos Santos.

Por determinação do STF, perfis do jornalista estão bloqueados — ele é alvo do inquérito inconstitucional das fake news movido pela Corte, assim como outros apoiadores do presidente, que estão na mira da investigação do STF. Portanto, compartilhar o conteúdo seria ir contra a lei, o que teria feito a magistrada.

Ao abrir a investigação contra a juíza por também criticar o STF, o CNJ sustentou que Ludmila “atacou” a Corte “com o propósito de externar juízo depreciativo sobre decisões proferidas por órgãos de cúpula Judiciário”, postura que, “pode ter violado deveres funcionais inerentes à magistratura”.

O corregedor do CNJ, ministro Luís Felipe Salomão, argumentou que, “além de aparentar desrespeito à ordem do Supremo, pode configurar até mesmo crimes tipificados no Código Penal”, sem mencionar quais os dispositivos violados.

Segundo a determinação do ministro, a conduta da juíza “pode, em princípio, ser violadora de deveres funcionais inerentes à magistratura, notadamente o de manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”.

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