???? Coluna 82 de Fred Melo | Lula e sua notável ausência de pudor…

A semana no Brasil foi marcada pela posse de Cristiano Zanin como o novo ministro do STF. Advogado pessoal do presidente Lula, Zanin foi nomeado sem cerimônias, pudor ou vergonha, para ocupar um cargo na mais alta corte de justiça do país. Cristiano Zanin, o combativo e incansável advogado pessoal de Lula, ocupará uma cadeira …

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A semana no Brasil foi marcada pela posse de Cristiano Zanin como o novo ministro do STF. Advogado pessoal do presidente Lula, Zanin foi nomeado sem cerimônias, pudor ou vergonha, para ocupar um cargo na mais alta corte de justiça do país.

Cristiano Zanin, o combativo e incansável advogado pessoal de Lula, ocupará uma cadeira no STF por impressionantes 27 anos, até a sua compulsória aposentadoria aos 70. Durante esse período, ele julgará inúmeros casos de interesse direto daquele que o nomeou, bem como daqueles que se opuseram à sua indicação.

A faceta mais evidente de Lula, acredite-se ou não, é exatamente essa: ele não hesita em agir sem pudor, fazendo o que for necessário para favorecer seus amigos leais e aqueles que podem auxiliá-lo em seu projeto de poder. Ele deixa claro que não existem limites para essa construção; suas ações refletem suas palavras, e essa qualidade é indiscutível.

Bolsonaro nomeou dois ministros para o STF, Kassio Nunes e André Mendonça, ambos, apesar das críticas naturais, não possuíam laços estreitos com ele. Enquanto isso, as indicações feitas nos governos de Lula, Dilma e Temer pareciam ter origem quase doméstica. Vale ressaltar que a indicação de Alexandre de Moraes veio do governo Temer, e ele rapidamente assumiu um papel semelhante ao de um primeiro-ministro no STF, superando até Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e Lewandowski.

Lembro-me de um momento crucial no governo Bolsonaro: a nomeação de Alexandre Ramagem como superintendente da Polícia Federal. Embora seja uma prerrogativa constitucional e discricionária da presidência, o ministro Alexandre de Moraes desautorizou a decisão. Bolsonaro, naquele momento, para evitar uma crise institucional, aceitou a interferência. A partir desse ponto, sua gestão nunca mais conheceu a tranquilidade, com o STF assumindo as rédeas até as eleições de 2022.

Lula claramente participou desse jogo, um esquema tático habilmente montado por aqueles que compreendem a política em sua essência. O próprio ministro Barroso admitiu: “Derrotamos o bolsonarismo”, revelando abertamente o que todos já sabiam: um plano meticuloso foi elaborado por muitas mentes para democraticamente remover do poder o único obstáculo a seus métodos políticos.

Lula faz, acontece e governa o país conforme sua personalidade. A cerimônia de posse de Zanin foi marcada pelo abraço afetuoso entre ele e seu advogado pessoal, sem cerimônias nem disfarces. A presença de todos os personagens importantes da república demonstrou a eficácia de seu método e sua habilidade em exercer o poder sem limites.

O país ainda sente os efeitos da gestão econômica competente de Bolsonaro, com cofres cheios e contas equilibradas. No entanto, os gastos desenfreados do governo Lula começam a consumir essa gordura acumulada. O Banco Central, sob a liderança de Roberto Campos Neto e sua política de austeridade monetária, mantém a inflação sob controle. Mas, seu mandato está chegando ao fim, e o que acontecerá a seguir é incerto.

Quanto ao Brasil, isso ficará para depois. Para Lula, o projeto de dominação é o mais importante, tudo isso sem pudor algum.

Que phase!

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