???? Empresas de ônibus criadas com dinheiro do PCC são alvo de operação; Justiça bloqueia R$684 milhões

Duas das maiores empresas de ônibus de São Paulo, criadas com o dinheiro do PCC, são alvo na manhã desta terça-feira, 9, da Operação Fim da Linha, a maior já feita contra a infiltração do crime organizado no poder público municipal, resultado de investigação de quatro anos feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate …

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Duas das maiores empresas de ônibus de São Paulo, criadas com o dinheiro do PCC, são alvo na manhã desta terça-feira, 9, da Operação Fim da Linha, a maior já feita contra a infiltração do crime organizado no poder público municipal, resultado de investigação de quatro anos feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, pela Receita Federal e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Ao todo, os promotores estão cumprindo 52 mandados de busca e apreensão no Estado com o auxílio de 340 policiais da Tropa de Choque da PM. A Justiça decretou a prisão de três acionistas das empresas e de um contador e determinou medidas cautelares contra outros cinco acusados. Também foi decretado o bloqueio de R$ 684 milhões em bens das empresas.

Elas fariam parte de um cartel montado pelo crime organizado para se apossar da área do sistema municipal de transportes onde estão as empresas que atuam nos bairros da capital. Os 13 lotes daquele grupo de linhas de ônibus foram licitados em 2019 e estavam avaliados em R$ 22,2 bilhões – a maioria foi concedida a uma única companhia.

Esse é o caso do lote 4, na zona leste, concedido à UPBus, controlada por integrantes da cúpula do PCC e seus parentes, segundo investigações. O mesmo aconteceu com os lotes 10 e 11, controlados pela Transwolff, a terceira maior empresa do setor na cidade. São elas e seus diretores os alvos da operação desta terça.

João Muniz Leite, que ficou conhecido como contador do Lulinha por ter trabalhado para Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos alvos. A 1ª Vara de Crimes Tributários expediu mandado de busca e apreensão atrás de provas que corroborem indícios de que ele seria um dos personagens centrais na montagem do esquema de lavagem de dinheiro da facção pela empresa de ônibus UPBus.

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