? GESTÃO IRREGULAR | ’Caixa-preta’ do transporte coletivo aberta por Amon mostra que irregularidades começou na gestão de Marcelo Ramos quando foi diretor do IMTU

O atual deputado federal era superintendente do IMTU na gestão do prefeito Serafim e descartou as informações contidas no estudo feito pela Unb para melhorar o transporte coletivo de Manaus Após meses de espera, o vereador Amom Mendel abriu a ‘caixa-preta’ do transporte coletivo de Manaus, na manhã desta quinta-feira (9), que mostra as irregularidades …

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O atual deputado federal era superintendente do IMTU na gestão do prefeito Serafim e descartou as informações contidas no estudo feito pela Unb para melhorar o transporte coletivo de Manaus

Após meses de espera, o vereador Amom Mendel abriu a ‘caixa-preta’ do transporte coletivo de Manaus, na manhã desta quinta-feira (9), que mostra as irregularidades no sistema que iniciaram há mais de 15 anos, quando o atual deputado federal Marcelo Ramos era diretor-presidente do Instituto Municipal de Transporte Urbano (IMTU), na gestão do prefeito Serafim Correa.

Conforme o levantamento apresentado pelo vereador, em 2006 a Prefeitura de Manaus, a pedido do Mistério Público Estadual (MPE), contratou à Universidade de Brasília para fazer um estudo para buscar uma solução definitiva que acabasse com os problemas no transporte público de Manaus e fosse feito uma nova licitação para contratação de novas empresas. Para isso, a Prefeitura pagou, na época, em torno R$ 1,9 milhão.

Concluído o estudo, foi apresentada uma minuta do edital de licitação do sistema de transporte coletivo, destacando alguns pontos importantes, entre eles, a seleção de concessionárias para operação de 20 (vinte) lotes; nenhuma pessoa física, empresa ou grupo societário, poderia deter mais de 20% do mercado. No entanto, os itens foram suprimidos pelo então diretor-presidente do IMTU, que na época era comandado por Marcelo Ramos, especialmente no trecho destinados a evitar a concentração e o monopólio, descartando as principais informações contidas no estudo que pedia para evitar isso, não dando justificativas plausível para tal feito.

Resumindo, quem sofreu e continua sofrendo é a população que sempre esteve “na mão” das mesmas empresas que opera o sistema hoje mas que mudaram o CNPJ. A principal reivindicação do vereador Amom é que se a prefeitura na época de Serafim seguisse o estudo contratado para tal finalidade, a realidade teria sido outra e a população não estaria passando pelos mesmos problemas de 15 anos atrás, como ônibus sucateados, que quebram a todo momento, o sistema parado em casos de greves, e mais uma vez o empresário cada vez mais beneficiados e o trabalhador prejudicado.

E para dificultar ainda mais a situação, o poder público ainda terá que indenizar em milhões de reais a SPE TRANSMANAUS, beneficiando os próprios empresários e os parentes dos empresários que hoje integram o transporte coletivo de Manaus, porém alegam ter tido “prejuízos” pela interrupção do contrato anterior.

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