???? Mãe e irmão de ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, são condenados a 10 anos de prisão

O juiz Celso Souza de Paula, da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus, julgou parcialmente procedente a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), e condenou a 10 anos, 11 meses e 8 dias de prisão Ademar Cardoso Neto, de 29 anos, e Cleusimar Cardoso, de 53 anos. Eles …

Compartilhar em:

O juiz Celso Souza de Paula, da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus, julgou parcialmente procedente a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), e condenou a 10 anos, 11 meses e 8 dias de prisão Ademar Cardoso Neto, de 29 anos, e Cleusimar Cardoso, de 53 anos. Eles são irmão e mãe de Djidja Cardoso, que morreu em maio deste ano.

Além deles, outros cinco presos da Operação Mandrágora foram condenados. São eles: Veronica da Costa Seixas, Hatus Moraes Silveira, José Máximo Silva de Oliveira, Savio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima. Outros três acusados na mesma ação penal foram absolvidos.

A sentença foi proferida no dia 13 deste mês e publicada na última terça-feira (17). Todos foram sentenciados também ao pagamento de R$ 1,4 mil por dia de multa, como incursos nas penas por tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

Na mesma sentença, o magistrado absolveu os réus Emicley Araújo Freitas Júnior, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas das penas.

Emicley Araújo era entregador da empresa do denunciado José Máximo Silva de Oliveira, enquanto Marlisson e Claudiele eram maquiadores em um dos estabelecimentos da rede de salões de beleza pertencente aos denunciados Cleusimar Cardoso e Ademar Farias.

Entre os sentenciados, Verônica da Costa Seixas e Bruno Roberto da Silva Lima respondiam ao processo em liberdade e foi concedido o direito de recorrer em liberdade da condenação. A Cleusimar Cardoso, Ademar Farias, José Máximo, Sávio Soares e Hatus Silveira, que estão presos provisoriamente, o juízo negou o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão.

Consta do inquérito policial que, no período investigado, os denunciados realizavam a captação, distribuição, uso e aplicação indiscriminada da substância alucinógena de uso veterinário ketamina, que afeta o sistema nervoso central dos usuários.

O juiz disse que as provas encontradas durante a investigação e em juízo são claras sobre quem cometeu o crime de tráfico de drogas. Ele também disse que a conduta do réu está ligada à droga apreendida.

O magistrado decidiu retirar do processo os crimes que não estão diretamente ligados ao caso principal tratado pela vara especializada. Segundo a polícia, esses crimes ainda não possuem provas suficientes para justificar uma denúncia.

Por isso, foi determinado que cópias dos documentos fossem encaminhadas à delegacia de origem, para as investigações continuarem. O objetivo é reunir laudos e depoimentos que possam comprovar, ao menos preliminarmente, a relação entre os supostos crimes de estupro e aborto.

Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta dentro de casa, no dia 28 de maio deste ano, por suspeita de overdose de ketamina.

Durante as investigações, a polícia revelou que a família de Djidja teria fundado a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para promover o uso do medicamento veterinário, que causava alucinações, com a falsa promessa de elevação espiritual.

O grupo foi denunciado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Compartilhar em: