???? Movimentos grevistas na Europa ganham força com a alta da inflação

Sindicatos em pelo menos cinco países europeus começaram greves na quarta-feira 9 e seguem com as paralisações nesta quinta-feira, 10, exigindo aumento de salários frente à queda de poder aquisitivo gerada pela alta inflação na Europa. Há movimentos grevistas na França, Bélgica, Reino Unido, Grécia e Espanha. Em Paris, a maioria das linhas do metrô …

Compartilhar em:

Sindicatos em pelo menos cinco países europeus começaram greves na quarta-feira 9 e seguem com as paralisações nesta quinta-feira, 10, exigindo aumento de salários frente à queda de poder aquisitivo gerada pela alta inflação na Europa. Há movimentos grevistas na França, Bélgica, Reino Unido, Grécia e Espanha.

Em Paris, a maioria das linhas do metrô não está funcionando nesta quinta-feira, de acordo com o jornal Le Figaro, devido à greve convocada por todos os sindicatos da empresa de transportes RATP.

A rede de ônibus também foi interrompida e cerca de 20 linhas estão paradas em Paris. Em outras localidades, o serviço funciona de maneira parcial. A RATP já enfrenta dificuldades operacionais no transporte em ônibus em razão da falta de pessoal que afeta 25% das linhas.

Esta greve, planejada há muito tempo pelos sindicatos franceses, está sendo combinada com a convocação à mobilização nacional pelo mais influente dos sindicatos, a Confederação Geral do Trabalho (CGT). Esse núcleo sindical pede um aumento do salário mínimo e a indexação dos salários à inflação.

Também nesta quinta-feira, milhões de pessoas foram afetadas por uma greve no metrô de Londres, cujos funcionários protestam contra um plano de reestruturação e modificação de aposentadorias neste momento de inflação alta.

Na Grécia, as paralisações atingiram especialmente a capital Atenas, que teve a suspensão total do serviço de ônibus, bondes, metrôs, trens e táxis na quarta-feira. As conexões marítimas entre a Grécia continental e as ilhas dos mares Egeu e Jônico também foram suspensas. “O aumento do custo de vida é insuportável”, afirmou a Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (GSEE), em comunicado.

Na Espanha, a Plataforma em Defesa do Transporte, um grupo de autônomos e pequenas empresas de transporte de mercadorias, pediu a paralisação das atividades para a próxima segunda-feira 14. Esse setor havia ameaçado fazer greve em março.

No Reino Unido, o Royal College of Nursing (RNC), que representa quase meio milhão de enfermeiros, anunciou a aprovação da primeira greve nacional em seus 106 anos de história.

Outros trabalhadores ligados à saúde pública — como equipes de ambulâncias ou porteiros hospitalares e até pessoal de limpeza — também participam de uma consulta do RNC que pode levar a uma paralisação.

Toda a Europa enfrenta um aumento significativo nos custos de energia — e que podem subir ainda mais no inverno, quando a demanda cresce — e convive com uma inflação persistente de 10%. Com a inflação alta, os salários perdem poder de compra, o que motiva a insatisfação e os movimentos por reajuste salarial.

Fonte: Revista Oeste

Estamos com foco no fato.

Compartilhar em: