???? População reclama do reajuste da tarifa de transporte coletivo em Manaus

Principal queixa dos usuários é a demora das linhas e as péssimas condições dos veículos Um dia após o reajuste da tarifa do transporte coletivo de Manaus, a população não poupou críticas, principalmente, relacionadas ao sucateamento da frota e a demora das linhas. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fez o anúncio do reajuste …

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Principal queixa dos usuários é a demora das linhas e as péssimas condições dos veículos

Um dia após o reajuste da tarifa do transporte coletivo de Manaus, a população não poupou críticas, principalmente, relacionadas ao sucateamento da frota e a demora das linhas. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fez o anúncio do reajuste na última sexta-feira (19) e, desde domingo (21), a passagem passou de R$ 3,80 para R$ 4,50. O Foco esteve na manhã desta segunda-feira (22), no Terminal de Integração da Cidade Nova (T3), localizado na zona norte de Manaus.

Para a servidora pública Rosângela Rodrigues, 51, o reajuste veio em má hora, principalmente pelas condições dos veículos que são sucateados, quebram o tempo todo e demoram para passar. “Tenho sorte porque trabalho próximo de casa. Hoje, tive que resolver um problema de saúde e fiquei quase duas horas aqui no terminal esperando a linha 640, mas todo dia vejo meus colegas de trabalho sofrendo esperando os ônibus, inclusive eles reclamam dos assaltos”, comentou.

A dona de casa Jeane Silva, 34, que mora no Riacho Doce, disse que o reajuste vai impactar as finanças em sua casa. “Três vezes na semana pego ônibus para cuidar da minha mãe. Vou ter que diminuir as idas na casa dela, que mora no São José, porque pesa no orçamento do meu marido, sem falar que chove mais dentro do ônibus que fora”, comentou.

Estudante
O preço da meia passagem também subiu de R$ 1,50 para R$ 2,25. O estudante Gustavo Leal, 17, disse que tomou um susto quando foi carregar a carteirinha, nesta segunda-feira (22). “Eu sabia que ia aumentar, mas não tanto assim. Há dias que pego até seis ônibus porque faço cursinho no Centro e moro na Cidade Nova”, disse.

O mesmo pensamento foi compartilhado pela também estudante Bruna Tavares, 17. “Quem é estudante e paga a meia passagem vai sentir muito esses 0,75 centavos de diferença. O pior é andar em ônibus sujos e que quebram o tempo todo”, reclamou.

Outro problema citado pelos usuários é o abandono do T3, que mesmo após o prefeito ter assinado a ordem de serviço para início da reforma, ocorrido no dia 8 de maio, o local continua o mesmo. O projeto prevê a reestruturação de uma área de 6.923,28 metros quadrados, com um orçamento no valor de R$ 680 mil.

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