Comunidade Parima, na Terra Indígena Yanomami, foi palco de um trágico ataque a tiros na última segunda-feira (3). O corpo de uma menina de apenas 7 anos foi encontrado cerca de 25 metros do local do desaparecimento, segundo informações dos Bombeiros. Essa lamentável ocorrência ressalta a falta de efetividade nas promessas de campanha do presidente …
???? Promessas vazias? Corpo de criança morta expõe descaso do governo Lula com a causa indígena

Comunidade Parima, na Terra Indígena Yanomami, foi palco de um trágico ataque a tiros na última segunda-feira (3).
O corpo de uma menina de apenas 7 anos foi encontrado cerca de 25 metros do local do desaparecimento, segundo informações dos Bombeiros.
Essa lamentável ocorrência ressalta a falta de efetividade nas promessas de campanha do presidente Lula, que usou amplamente a bandeira da causa indígena e chegou a criar o Ministério dos Povos Originários, prometendo prioridade aos povos indígenas, mas que parece ter deixado tudo isso apenas no campo do discurso.
As buscas pelo corpo da criança duraram três dias, iniciando dois dias após o ataque. Dois mergulhadores e dois auxiliares foram mobilizados para realizar as buscas. No primeiro dia, os Bombeiros enfrentaram grandes dificuldades devido ao volume de água e à forte correnteza do rio, além das muitas pedras presentes.
No terceiro dia, a equipe recebeu o apoio de uma embarcação da região, o que permitiu a realização de buscas superficiais ao longo de mais de 23 km às margens do rio. Somente no dia seguinte, os militares encontraram o corpo da criança, quando continuavam os esforços de busca.
Após ser encontrado, o corpo da criança indígena foi entregue aos familiares e permanecerá na comunidade para a realização dos rituais tradicionais da cultura Yanomami, que envolvem despedida e luto.
Detalhes do ataque revelam que ele ocorreu em decorrência de um conflito entre comunidades indígenas. A Polícia Federal informou que as comunidades Whaputa e Castelo atacaram a comunidade do Parima, localizada em uma área com forte presença de garimpeiros ilegais.
A motivação exata desse conflito ainda não foi esclarecida, mas a PF aponta que a região é crítica devido à atuação desses garimpeiros, que são acusados de aliciar indígenas para a extração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami.
Entre as vítimas feridas no ataque estão uma liderança indígena de 48 anos, uma mulher de 24 anos e sua filha de 5 anos, além de duas meninas de 15 e 9 anos. Júnior Hekurari, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), teve acesso à lista com os nomes dos indígenas atendidos e confirmou que a criança morta é irmã das outras duas meninas, de 15 e 9 anos.
Esse triste episódio coloca em evidência a falta de ação efetiva por parte do governo em relação à proteção e à segurança das comunidades indígenas.
Apesar das promessas feitas durante a campanha eleitoral, o presidente Lula parece não ter cumprido suas palavras e deixado a causa indígena em segundo plano.
É necessário que haja uma reflexão sobre o papel do governo na garantia dos direitos e da segurança dos povos indígenas, para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.











