Criada pelos militares em 1967, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) completa, nesta terça-feira (28), 56 anos de fundação sem a nomeação de um nome forte para comandar a autarquia. A data também marca o aniversário do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) que, neste governo, pode estar com os dias contados após …
???? Suframa completa 56 anos sem nome forte no comando e com futuro comprometido da Zona Franca

Criada pelos militares em 1967, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) completa, nesta terça-feira (28), 56 anos de fundação sem a nomeação de um nome forte para comandar a autarquia. A data também marca o aniversário do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) que, neste governo, pode estar com os dias contados após a aprovação da Reforma Tributária que prevê o fim da competitividade do modelo.
Com o objetivo de preservar, proteger e desenvolver a Amazônia Ocidental, a ZFM permanece até hoje sendo o único vetor econômico do Amazonas. Atualmente, o modelo abriga um dos principais parques industriais do país, com aproximadamente 500 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), gerando em torno de meio milhão de empregos diretos e indiretos, com faturamento anual de mais de R$ 170 bilhões.
Ao longo de sua história, a Zona Franca de Manaus passou por inúmeros momentos de crises e superações. Ano passado, no governo Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado a redução de 35% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de vários itens fabricados no Brasil, incluindo os produtos produzidos no PIM. No entanto, com uma intervenção do ex-superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes (PL), Bolsonaro voltou atrás e manteve a isenção somente dos itens da ZFM.
Apesar da promessa de campanha do presidente Lula (PT) de manter os incentivos fiscais ao modelo amazonense, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, já sinalizou para o fim do IPI com a aprovação da Reforma Tributária. A briga do ex-tucano com o PIM é antiga, desde quando foi governador do estado de São Paulo e tentava beneficiar o polo industrial paulista.
Em publicação nas redes sociais, o senador Eduardo Braga (MDB) afirmou que estará atento, acompanhando as discussões em torno da Reforma Tributária e as ações do Ministério do Desenvolvimento Regional e que vai “defender” os interesses do Amazonas, tendo em vista que o emedebista apoiou a campanha de Lula.
Já na Câmara Federal, o grupo formado para discutir o tema conta com três deputados federais do Amazonas: Saullo Viana (União Brasil), Sidney Leite (PSD) e Adail Filho (Republicanos). O número de parlamentares do estado chegou a provocar várias discussões no Plenário da Câmara.
Estamos com foco no fato.











