Quanto tempo dura o cheiro da morte? No kibutz Nir Oz, no sul de Israel, as marcas do horror perpetrado pelo grupo terrorista Hamas, nos atentado de 7 de outubro, ainda afetam os cinco sentidos, meses depois da tragédia. É difícil passar pelo refeitório usado como necrotério improvisado em razão dos odores ainda presentes.Casas do …
???? Trauma e cheiro de morte nos locais atacados pelo Hamas no sul de Israel

Quanto tempo dura o cheiro da morte? No kibutz Nir Oz, no sul de Israel, as marcas do horror perpetrado pelo grupo terrorista Hamas, nos atentado de 7 de outubro, ainda afetam os cinco sentidos, meses depois da tragédia. É difícil passar pelo refeitório usado como necrotério improvisado em razão dos odores ainda presentes.
Casas do kibutz, umas incineradas, outras cravejadas de balas, terão de ser demolidas. Numa delas, tudo virou cinza e ferro retorcido. Noutra, ainda há sangue no chão de gente que tentou se proteger da fúria dos terroristas. É possível ouvir tiros da artilharia israelense na Faixa de Gaza, a 1,5 km dali. No horizonte, prédios semidestruídos de Khan Younis, um dos alvos do Exército, são visíveis a olho nu.
Durante a visita da reportagem, no início de março, Nir Oz ainda estava isolado por determinação do governo de Israel. O kibutz, no entanto, serve como uma metáfora sobre como Israel vive o 7 de outubro. Aquele sábado não terminou e muitos revivem aquelas 24 horas, dia após dia.
A família de Michel Nysembaum, o único refém brasileiro em poder do Hamas, diz que essa é exatamente a sua realidade. “Eu vivo o dia 7, de novo e de novo, e não consigo voltar para a minha vida normal”, conta Ayala Harel, sobrinha do brasileiro.
A argentina-israelense Silvia Cunio tem o olhar triste e vazio de uma mãe que não sabe o paradeiro dos filhos. Em 7 de outubro, terroristas do Hamas invadiram o kibutz Nir Oz, e atacaram as casas de seus três filhos. Eitan, David e Ariel. Os dois últimos ainda estão nas mãos do Hamas. “Agora estamos esperando para que meus filhos voltem com vida. A esperança é a última que morre”, diz Silvia.











