????Advogado xinga juiz e recebe voz de prisão após vitória de Adail Pinheiro no TRE-AM

O advogado Raione Cabral recebeu voz de prisão após xingar o juiz Cassio Borges do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) na tarde desta quinta-feira (21), segundo o Radar Amazônico. O insulto ocorreu após a Corte Eleitoral julgar improcedente um recurso de Raione contra a candidatura de Adail Pinheiro, prefeito eleito de Coari nas eleições …

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O advogado Raione Cabral recebeu voz de prisão após xingar o juiz Cassio Borges do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) na tarde desta quinta-feira (21), segundo o Radar Amazônico. O insulto ocorreu após a Corte Eleitoral julgar improcedente um recurso de Raione contra a candidatura de Adail Pinheiro, prefeito eleito de Coari nas eleições deste ano.

“Você envergonha a Justiça do Amazonas. Isso é vergonhoso, *[incompreensível] vergonha na cara”, disparou Raione aos berros no plenário do TRE-AM.

Em seguida, o advogado correu para uma sala da Ordem dos Advogados (OAB-AM) que fica no prédio da Corte Eleitoral, onde gravou um vídeo reafirmando suas falas durante a sessão.

“Estou aqui, ainda no TRE-AM, numa sala da OAB, após a ordem do presidente do tribunal, ele pediu pra me deter após eu ter dito que o relator do processo, doutor Cássio Borges, envergonha a Justiça do Amazonas e não retiro nenhuma vírgula. O doutor Cássio Borges, que atuou como se fosse um advogado de defesa de Adail Pinheiro envergonha a Justiça do Amazonas, isso é uma crítica”, declarou Raione, no vídeo em questão.

Sobre o julgamento

O julgamento em questão tratava de um recurso de autoria de Raione Cabral e Harben Avelar (ambos candidatos à Prefeitura de Coari derrotados no pleito deste ano) que exigia novas eleições no município, bem como a derrubada do registro de candidatura de Adail Pinheiro, alegando que ele ainda estaria inelegível em decorrência de uma condenação que sofreu em 2015 e que o teria o impedido de concorrer a eleições por oito anos.

Os autores da ação alegam que a última movimentação no processo foi em 2019 e que portanto o prazo de inelegibilidade deveria contar a partir dessa data. No entanto, o relator do processo, juiz Cássio Borges, entendeu que o caso já havia transitado em julgado nesta data e apresentou parecer pelo desprovimento do recurso.

Por quatro votos contra dois, a Corte Eleitoral julgou o recurso improcedente e manteve Adail Pinheiro como prefeito eleito de Coari. Votaram a favor os juízes Airton Gentil, Fabrício Marques, Cassio Borges (relator) e Diogo Franco. Votaram contra: Marcelo Vieira e Maria Elisa Andrade.

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