Vereadores de Manaus estão pedindo ações da Secretaria Municipal de Educação (Semed) depois que Eduardo, uma criança de 10 anos, faleceu em frente à Escola Municipal Doutor João Queiroz, no bairro Cidade Nova. O requerimento foi apresentado nesta quarta-feira (07) na Câmara de Manaus. O vereador Capitão Carpê (PL), autor do requerimento, junto com William …
????Após morte de criança em escola de Manaus, vereadores cobram providências

Vereadores de Manaus estão pedindo ações da Secretaria Municipal de Educação (Semed) depois que Eduardo, uma criança de 10 anos, faleceu em frente à Escola Municipal Doutor João Queiroz, no bairro Cidade Nova. O requerimento foi apresentado nesta quarta-feira (07) na Câmara de Manaus.
O vereador Capitão Carpê (PL), autor do requerimento, junto com William Alemão (Cidadania) e a vereadora professora Jaqueline (União), lamentaram a morte do garoto e exigiram esclarecimentos. “Estamos falando de uma criança que perdeu a vida. Ela estava sob responsabilidade da prefeitura quando entra na escola. O que a gestão está fazendo para prevenir casos futuros?”, questionou Carpê.
Agressão e omissão
Segundo a tia do menino, Cristina Carvalho da Silva, Eduardo foi agredido por outros estudantes por se recusar a fazer o dever de casa de um colega, mas não contou aos pais sobre a violência. Carolaine Bezerra, amiga da mãe de Eduardo, confirmou que o menino já havia sido agredido antes, pelos mesmos alunos, e relatou o caso a uma professora, mas ela não teria tomado nenhuma atitude.
As agressões só foram descobertas quando Eduardo passou mal e expeliu sangue pelo nariz e pela boca. Ele estava em viagem ao interior do Amazonas e morreu no último domingo (6) a caminho de Manaus. Antes de falecer, ele contou aos pais os nomes dos agressores.
Estudantes relatam que agressões eram comuns na escola e acusam funcionários de omissão. Uma menina acusou um professor de tirar fotos dela e tocá-la de forma inadequada, mas o diretor da escola não quis comentar o caso.
Um guarda municipal, identificado como Odair, afirma que as rondas escolares se intensificaram após o caso, mas pais e responsáveis afirmam que não havia policiamento antes do ocorrido.
Manifestação
Pais de alunos realizaram uma manifestação nesta terça-feira (6) e denunciaram outros casos de agressão. Uma tia de um aluno do 4° ano disse que seu sobrinho foi agredido e mostrou fotos dos hematomas. Outra mãe afirmou que seu filho foi empurrado de uma rampa e quebrou dois dedos do pé. As imagens das câmeras de segurança da escola não foram disponibilizadas. Os familiares pedem justiça e a exoneração do diretor e de outros funcionários acusados de omissão de socorro.
Em nota, a Semed declarou que “não há registro nas câmeras de segurança do aluno sendo espancado dentro e nem na frente da escola”. Informaram também que deram apoio à família com transporte e auxílio funeral, mas a família nega ter recebido apoio financeiro.
A secretaria informou, ainda, que o subsecretário de Gestão Educacional, Júnior Mar, se reuniu com pais e responsáveis para ouvir relatos sobre a direção da escola. Uma nova reunião com mais pais e responsáveis está marcada para quinta-feira (8). Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado e o caso será investigado pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).











