????Ari Moutinho pede afastamento do TCE por tempo indeterminado

Os conselheiros Ari Moutinho e Yara Lins, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), pediram afastamento dos trabalhos do órgão. Ari Moutinho pediu licença médica por tempo indeterminado. A solicitação foi confirmada na 35ª Sessão Ordinária do Tribunal desta terça-feira (10). A conselheira e mais nova eleita presidente da Corte de Contas, Yara …

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Os conselheiros Ari Moutinho e Yara Lins, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), pediram afastamento dos trabalhos do órgão.

Ari Moutinho pediu licença médica por tempo indeterminado. A solicitação foi confirmada na 35ª Sessão Ordinária do Tribunal desta terça-feira (10).

A conselheira e mais nova eleita presidente da Corte de Contas, Yara Lins, também pediu licença apenas nesta terça para ir à Câmara dos Deputados discursar, após ser convidada para participar da sessão plenária da Casa.

Moutinho solicitou licença logo após o anúncio de um protesto denominado Ato Contra a Violência de Gênero, com previsão para acontecer na tarde desta terça em frente ao Tribunal, em apoio a Yara Lins, que foi xingada com palavras de baixo calão por Ari Moutinho.

Conselheiros se manifestam

Júlio Pinheiro, decano da Corte, se manifestou afirmando que espera que a convivência entre todos se torne mais harmoniosa possível. Segundo avaliação de Pinheiro, não há inimigos no tribunal.

“Não temos servidores inimigos, não temos membros do Ministério Público inimigos, não temos colegas inimigos e que possa servir de reflexão, enquanto decano da Corte. Não poderia deixar de fazer, senão não seria o Júlio Pinheiro. Quanto à conselheira Yara Lins, expressando sua dor e indignação, eu me solidarizo”, conclui Pinheiro.

Érico Desterro, que ficará à frente do Tribunal até dezembro, disse que admira a postura do colega Júlio Pinheiro ao exortar o órgão a retomar um caminho adequado.

“No que me diz respeito, meu comportamento público e privado tem sido de muita tranquilidade, testemunhada por todos. Eventualmente eu poderia sobrepor meu interesse pessoal, minha indignação pessoal sobre determinados assuntos aos interesses da instituição, afirmou Desterro.

Já para Josué Neto, deve-se respeitar a democracia sempre. “Estamos vivendo um tempo difícil no Tribunal de Contas, portanto é necessário colocar o respeito à democracia acima de tudo”.

Fernanda Mendonça, afirmou que o Ministério Público de Contas tem trabalhado o melhor possível para fazer com que o órgão tenha mais credibilidade.

“Acreditam no nosso trabalho e na união dos servidores. Sobre os fatos ocorridos, temos que observar que tudo deve ser apurado no devido processo legal do nosso Poder Judiciário, portanto, acredito que estamos numa Casa de controle dos atos públicos dos gestores e somos aqueles que estão preparados tecnicamente e emocionalmente”, enfatizou a procuradora.

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