????Cantora cristã paraense faz protesto contra abuso e tráfico de crianças na Ilha de Marajó

A cantora paraense Aymeê Rocha trouxe uma denúncia em forma de música para a Ilha de Marajó, no Pará. Durante a final de um concurso de canto, Aymeê falou sobre o abuso sexual infantil e o tráfico de crianças na ilha, uma pequena região ao leste do estado paraense com cerca de 100 mil habitantes. …

Compartilhar em:

A cantora paraense Aymeê Rocha trouxe uma denúncia em forma de música para a Ilha de Marajó, no Pará. Durante a final de um concurso de canto, Aymeê falou sobre o abuso sexual infantil e o tráfico de crianças na ilha, uma pequena região ao leste do estado paraense com cerca de 100 mil habitantes.

A jovem retratou o desaparecimento de crianças na Ilha de Marajó, que são obrigadas a vender seus corpos por apenas R$ 5 para exploração sexual. Segundo Aymeê, as famílias induzem as crianças a pilotar pequenas canoas e abordar os barcos e balsas para se oferecerem em troca de dinheiro.

A canção de protesto viralizou no Brasil no último domingo (18) e tem ganhado destaque nas redes sociais, direcionando a atenção para a situação na ilha.

Em 2021, o ex-presidente Jair Bolsonaro visitou a Ilha de Marajó, acompanhado da ex-ministra Damares Alves (Republicanos), da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e de outros ministros para lançar o programa “Abrace o Marajó”, que buscava combater o tráfico e exploração infantil na ilha. O programa também distribuía calcinhas para crianças em situação de vulnerabilidade social.

No ano seguinte, em 2022, a ex-ministra denunciou em um culto que a Ilha de Marajó é uma rota de tráfico infantil, conectando o Brasil aos países do Suriname e Guiana. Damares Alves afirmou que as crianças têm seus órgãos retirados para serem vendidos e traficados, além de serem abusadas sexualmente e vendidas por seus próprios parentes. Na época, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a cassação de Damares por disseminação de notícias falsas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria das famílias que vivem na Ilha de Marajó não possui emprego fixo, falta energia elétrica e sobrevive com no máximo R$ 150, provenientes da venda de artesanato para turistas que visitam a região.

Compartilhar em: