O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), seguiu à risca, ao longo dos últimos dois anos, o manual do candidato à reeleição com o objetivo de evitar, justamente, o cenário em que ele se encontra neste sábado (5/10), véspera da eleição à Prefeitura de São Paulo: disputando de forma acirrada uma das vagas no segundo …
????Com máquina, alianças e TV, Nunes põe à prova cartilha política em SP

O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), seguiu à risca, ao longo dos últimos dois anos, o manual do candidato à reeleição com o objetivo de evitar, justamente, o cenário em que ele se encontra neste sábado (5/10), véspera da eleição à Prefeitura de São Paulo: disputando de forma acirrada uma das vagas no segundo turno da corrida municipal contra um candidato de direta, o influenciador Pablo Marçal (PRTB).
O prefeito, Marçal e o deputado federal Guilherme Boulos (PSol), nome da esquerda na disputa, estão empatados na liderança das pesquisas, todos com chances de avançar ao segundo turno ou ficar pelo caminho. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (3/10), Boulos tem 26% das intenções e voto, enquanto Nunes e Marçal têm 24% cada um.
O prefeito se valeu do peso da máquina pública municipal para compor um arco de alianças que reuniu 12 partidos e lhe garantiu 65% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV, uma exposição hegemônica que alavancou seus índices de intenção de voto após o início do período de exibição das peças. A ampla coligação, contudo, não foi o único “check” do prefeito na cartilha do candidato à reeleição.
Político de perfil moderado e negociador, Nunes avaliou que precisaria se aproximar da direita bolsonarista em meados de 2022, durante as eleições para o governo estadual e à Presidência da República, por causa do pacto selado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então presidenciável, e Guilherme Boulos, pelo apoio do PT à candidatura do ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) à Prefeitura da capital neste ano, em troca da adesão à candidatura de Fernando Haddad (PT) a governador em 2022.
Fonte: Metrópoles
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