????De 62 municípios do Amazonas, 59 estão sujeitos a inundação

Os municípios do Amazonas estão sujeitos a inundações no período de cheias. Instalados às margens dos rios, o risco de ficar debaixo d’água é, literalmente, natural. Das 62 cidades do estado, 59 estão na rota das inundações. A enxurrada é um risco detectado em 53 cidades avaliadas. Em 48 municípios, um levantamento identificou possibilidade de …

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Os municípios do Amazonas estão sujeitos a inundações no período de cheias. Instalados às margens dos rios, o risco de ficar debaixo d’água é, literalmente, natural. Das 62 cidades do estado, 59 estão na rota das inundações. A enxurrada é um risco detectado em 53 cidades avaliadas.

Em 48 municípios, um levantamento identificou possibilidade de deslizamento e 43 são propícios a sofrer os três tipos de riscos. Ao mesmo tempo que encanta pela beleza, a natureza amazônica é também hostil.

Essa situação consta em estudo da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, vinculada à Casa Civil da presidência da República. O mapeamento dos riscos naturais nas cidades foi solicitado pelo governo para definir as obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No Amazonas, esses municípios têm 3,9% da população em área de risco geohidrológico. A média nacional é de 6%. Não entraram no levantamento as cidades de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Sebastião do Uatumã. No documento, também não há informações de população em risco em Autazes, Jutaí, Maués, Novo Airão e Uarini.

Segundo nota técnica da secretaria, a urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação socio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas.

Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos. No interior do Amazonas, esse é um cenário típico da ocupação habitacional.

Em 2011, em ato preparatório ao PAC 2, ação conjunta dos ministérios das Cidades, das Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Integração Nacional, sob a coordenação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão resultou em uma lista de 821 municípios críticos para serem priorizados. Na nota técnica atualizada, em 2023, o número de cidades avaliadas saltou para 1.942.

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