A pesquisa eleitoral divulgada na última sexta-feira (16) pelo empresário gaúcho Durango Duarte, que colocou David Almeida (Avante) com ampla vantagem sobre seus adversários e com a menor rejeição entre os candidatos, foi financiada pela empresa PR Construções de Pamela Mendonça Freire, cuja família foi alvo da Operação Albatroz deflagrada pela Polícia Federal (PF), em …
????Dona de construtora que pagou pesquisa de Durango Duarte teve família alvo de operação da PF

A pesquisa eleitoral divulgada na última sexta-feira (16) pelo empresário gaúcho Durango Duarte, que colocou David Almeida (Avante) com ampla vantagem sobre seus adversários e com a menor rejeição entre os candidatos, foi financiada pela empresa PR Construções de Pamela Mendonça Freire, cuja família foi alvo da Operação Albatroz deflagrada pela Polícia Federal (PF), em 2004. A informação é do Radar Amazônico.
A operação apurou fraudes em licitação que segundo as investigações, causaram um desvio de cerca de R$ 500 milhões dos cofres públicos. Na Operação foram presos o ex-secretário de Fazenda Antonio Paes e mais 19 pessoas, entre empresários e servidores públicos.
A Perspectiva Mercado e Opinião, instituto de pesquisa de Durango Duarte, declarou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que o levantamento de intenções de voto do eleitorado de Manaus custou R$ 90 mil reais e foi contratado pela empresa PR Construções e Terraplanagem Ltda/PR Engenharia.
Ao fazer buscas mais detalhadas sobre essa empresa, o jornalismo investigativo do Radar descobriu que ela pertence a Pamela Mendonca Freire, que é filha de José Farias Freire e Odinete Mendonça de Souza Freire, donos da antiga Tetoplan Construções Ltda, indiciados pelo Ministério Público Federal (MPF), após as investigações da PF e deflagração da Operação Albatroz que apurou desvio de cerca de R$ 500 milhões em contratos fraudulentos feitos com o governo do Amazonas de 2002 a 2004.
Deflagrada em 2004 pela Polícia Federal, a operação descobriu que a Tetoplan fazia parte de um grupo de empresas que ganhava licitações superfaturadas do Governo do Amazonas através da interferência política do então deputado Antônio Cordeiro. O dinheiro obtido com o desvio era lavado no Uruguai. Na época, a delegada Graça Malheiros confirmou que “as empresas fizeram uma movimentação financeira de R$ 500 milhões”.
Sobre a PR Construções
A empresa que pagou pela pesquisa da Perspectiva está localizada na avenida Torquato Tapajós Nº 16933. Ela está incluída naquela conhecida denominação de “faz tudo”, com atividades na área de terraplanagem, construção e demolição de edifícios e venda de materiais para obras, até a avenda de equipamentos de informática, telefonia, eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo. Ela está ativa desde 2005 e tem capital social de R$ 5 milhões de reais.
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