O lançamento do programa ‘Morar Melhor’ e do ‘Minha Casa, Minha Vida’, por meio de parceria entre a Prefeitura de Manaus e o governo federal, gerou intensa discussão no meio político nos últimos dias. A prefeitura prometeu reformar 4 mil residências na Colônia Antônio Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus, beneficiando quase 9 mil famílias de …
????’É impossível a prefeitura reformar 4 mil casas e entregá-las antes das eleições de 2024′, analisa cientista político

O lançamento do programa ‘Morar Melhor’ e do ‘Minha Casa, Minha Vida’, por meio de parceria entre a Prefeitura de Manaus e o governo federal, gerou intensa discussão no meio político nos últimos dias.
A prefeitura prometeu reformar 4 mil residências na Colônia Antônio Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus, beneficiando quase 9 mil famílias de baixa renda. Além disso, as reformas seguem até 2024, com a meta ambiciosa de contemplar 1,2 mil residências ainda neste ano.
No entanto, trata-se de uma operação quase impossível, na avaliação do cientista político membro do Comitê Anticorrupção do Amazonas, Carlos Santiago.
“Humanamente falando, é impossível que ele [David Almeida] consiga entregar essas 4 mil casas reformadas antes das eleições. Ele não comete crime eleitoral, mesmo sabendo que tudo é motivo para conquistar simpatizantes para o processo eleitoral visando o voto, mas esse programa de reforma de casas tem um forte apelo político e eleitoral”, analisa Santiago.
Só seria configurado crime eleitoral se David anunciasse o programa em 2024, ano de eleição.
“Pode haver poucas casas contempladas, diferente do anunciado, mas vamos continuar fiscalizando para que não haja crime eleitoral em Manaus nem alguma ilegalidade. No próximo ano, ele não poderá mais fazer isso, prometer reformas miraculosas”, salienta.
Na ocasião do lançamento, a prefeitura não informou quais as empresas responsáveis pela reforma das casas na Colônia Antônio Aleixo. Também não se sabe o valor do recurso que será enviado pelo governo federal com destino específico a esse programa. Procurada pela reportagem do Foco, a Prefeitura de Manaus não respondeu aos questionamentos sobre o assunto.











