????Em defesa dos passageiros de ônibus, entidade pede R$ 3 milhões da Prefeitura de Manaus

A Central Única dos Clientes de Transportes em Manaus e no estado do Amazonas (CUCTM-AM), que representa passageiros do transporte coletivo, entrou com ação no Tribunal de Justiça do Amazonas pedindo indenização de R$ 3 milhões da Prefeitura de Manaus em razão de “descaso e negligência” no sistema de transporte público da capital. A entidade …

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A Central Única dos Clientes de Transportes em Manaus e no estado do Amazonas (CUCTM-AM), que representa passageiros do transporte coletivo, entrou com ação no Tribunal de Justiça do Amazonas pedindo indenização de R$ 3 milhões da Prefeitura de Manaus em razão de “descaso e negligência” no sistema de transporte público da capital.

A entidade também pede o afastamento do prefeito David Almeida, do vice-prefeito Marcos Rotta e do diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique Martins.

Conforme a petição, a associação exige a indenização porque mesmo diante dos inúmeros casos envolvendo descaso na frota dos coletivos, que vão desde ônibus enguiçados e até veículos que chegam a despedaçar durante as viagens, a gestão de David Almeida fez repasses milionários para os empresários que possuem a concessão.

“Os clientes jamais esqueceram as agruras que passam todos os dias ao buscar o ingresso nos ônibus do sistema de transporte coletivo em Manaus, nunca esquecerá a maneira constrangedora que é utilizar o transporte coletivo em Manaus. Diante da fiscalização, 70% das linhas não vão mais ao centro da cidade. Jogando as pessoas em forma de gado, como se faz travessia, no T1 e Praça da Saudade”, descreve o processo.

Além disso, os passageiros listam a falta de compromisso das empresas de ônibus para cumprir o quantitativo de linhas nas ruas. A associação também demonstrou as promessas feitas no período eleitoral de 2020 que não foram cumpridas pela atual gestão municipal, que vão desde a diminuição da tarifa de ônibus até o aumento da mobilidade no transporte.

Na ação, a entidade também narra problemas ocorridos desde 2005, na gestão de Alfredo Nascimento. Falhas em licitação, descumprimento do contrato e pagamentos indevidos por serviços precários são alguns dos prejuízos apontados pela associação.

A associação menciona que a prefeitura gastou R$ 1,9 milhão por um estudo contratado da Universidade de Brasília (UnB) para solucionar os problemas do transporte público de Manaus, mas descartou as informações contidas no documento. O resultado disso, conforme a entidade, foi a manutenção da precariedade do transporte público.

O pedido de indenização, segundo a associação, vai ajudar na aquisição da sede própria da entidade, compra de “mobílias, veículos, investimento em curso profissionalizante para os mais carentes, dentre outras parcerias com os entes públicos objetivando a melhoria do atendimento dos clientes, apoio aos cadeirantes”.

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