Na corrida contra o relógio, negociadores das 19 maiores economias do mundo, mais União Europeia e União Africana, buscam um denominador comum para fechar um acordo que seja palatável a todos os líderes presentes na cúpula do G20 no Rio, na semana que vem. A tumultuada geopolítica global continua sendo uma sombra constante sobre o …
????G20: tretas de Javier Milei ofuscam eleição de Trump e ausência de Putin

Na corrida contra o relógio, negociadores das 19 maiores economias do mundo, mais União Europeia e União Africana, buscam um denominador comum para fechar um acordo que seja palatável a todos os líderes presentes na cúpula do G20 no Rio, na semana que vem. A tumultuada geopolítica global continua sendo uma sombra constante sobre o grupo, desde o início do ano.
Mas este não é o único tema difícil. Na reta final, a mudança do clima ainda é motivo de desacordos, assim como a chamada “linguagem de gênero”. É contra ela que se bate a Argentina de Javier Milei, personagem que é visto com apreensão por integrantes do G20 e pode causar constrangimento.
Para quem achava que a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e situação de Vladimir Putin poderiam ofuscar a cúpula, o perigo vem de bem mais perto, da Argentina. “A gente até imaginava isso. Mas achávamos que tínhamos problemas maiores”, admite um negociador.
A vitória de Trump causa desconforto no grupo dos países mais ricos do mundo. Ele é sabidamente avesso ao multilateralismo. Ou seja, se os Estados Unidos estão a bordo agora, mas isso não significa que continuarão a partir da posse do republicano. Mas isso é problema para a África do Sul, país que receberá do Brasil a presidência do G20 ao final da cúpula. O presidente russo Vladimir Putin não virá à cúpula, porque há um mandado de prisão contra ele, mas a Argentina tornou-se uma incógnita.
Os argentinos tiveram participação tímida e enviaram representantes de nível hierárquico abaixo do que se via nas reuniões, para demonstrar a desimportância que davam às negociações. Mas não chegavam a atrapalhar as discussões. A partir de julho, depois de tirar a briga geopolítica das negociações temáticas, o G20 voltou a publicar declarações ministeriais aprovadas por todos os seus integrantes, o que não acontecia há dois anos.
Fonte: Metrópoles
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