????Morre saxofonista Teixeira de Manaus, o maior dos beiradões do Amazonas

O músico amazonense morreu hoje (18) aos 80 anos, em Manaus O músico amazonense Rudeimar Soares Teixeira, o Teixeira de Manaus, morreu nesta quinta-feira (18), aos 79 anos, em Manaus. Ele foi vítima de câncer na hipófise (responsável pela controle da maioria das outras glândulas), segundo o BCN Amazonas. Ele estava, desde 2023, na UTI …

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O músico amazonense morreu hoje (18) aos 80 anos, em Manaus

O músico amazonense Rudeimar Soares Teixeira, o Teixeira de Manaus, morreu nesta quinta-feira (18), aos 79 anos, em Manaus. Ele foi vítima de câncer na hipófise (responsável pela controle da maioria das outras glândulas), segundo o BCN Amazonas.

Ele estava, desde 2023, na UTI do hospital Santa Júlia, e foi a óbito pela madrugada, por volta de 3h.

Teixeira de Manaus é autor do hit “Deixa o meu sax entrar”, a Música que é a Cara de Manaus, segundo resultado de enquete popular realizada pela Rede Amazônica de Televisão/Globo, em 2019. Com essa música, Teixeira de Manaus conquistou público para além do Amazonas, principalmente nas cidades nortistas e nordestinas.

Do Catalão e o RT4

Nascido na costa do Catalão, comunidade localizada na confluência dos rios Solimões e Negro, região hoje pertencente ao município de Iranduba, o jovem Ruideimar migrou para Manaus na década de 1960, em busca de formação escolar.

Depois de passar por vários grupos musicais, tocando flauta e saxofone, já na década de 1970, criou o grupo RT4, uma referência a Rudeimar Teixeira e seus quatro músicos. O até então Teixeirinha, era chamado pelos colegas de maestro Teixeira, em reconhecimento à sua atuação como músico profissional.

Com o RT4, portanto, o maestro tocou em casas noturnas de Manaus e nas festas de santos e outras festas populares dos “beiradões” amazonenses. Assim, a fama do maestro do saxofone se ampliou para outras terras outras águas.

Uma noite no Saramandaia

Em 1980, quando tocava na boate Saramandaia (extinta), em Manaus, recebeu a visita de Pinduca, o Rei do Carimbó. Este, portanto, já fazia sucesso com o gênero paraense no Brasil e em outros países.

Assim, entusiasmado com colega amazonense, Pinduca lhe propôs a gravação de 15 músicas, nos estilos lambada e carimbó. O que foi, prontamente, aceito. Dessa forma, em 1981 é lançado pela gravadora Copacabana o primeiro disco assinado por Teixeira de Manaus, “Lambada para dançar”, com o acompanhamento da banda da Pinduca.

Como resultado, o long play (LP) vendeu mais de 100 mil cópias e o saxofonista foi agraciado com o Disco de Outro, deferência top do mercado a um grande sucesso.

O sax entrou

Em 1982, chega ao mercado “Teixeira de Manaus: solista de sax“, segundo volume, com “Deixa o meu sax entrar” como aposta de sucesso. E deu certo: a música se alastrou pelo Brasil e popularizou a lambada amazonense.

Teixeira de Manaus, a partir daí, cravou o seu nome na história da música popular amazonense. Desde então, suas músicas atravessam gerações e hoje são tocadas tanto em salões chiques quanto nos beiradões.

Por sinal, o solista de sax é considerado pelo público como um dos criadores da lambada amazonense – ou música de beiradão –, assim como Pinduca é o rei do carimbó.

O rei do beiradão

O estilo musical beiradão, no contexto da indústria fonográfica, é o resultado da miscelânia de outros variados ritmos dançantes, entre os quais o forró, o carimbó, a salsa, a cumbia, a guitarrada paraense e o jazz.

Por ter se tornado um fenômeno da música brasileira, portanto, Teixeira de Manaus causou interesse da academia universitária que estuda a sua trajetória de vida artística. Por isso, é tema de Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCC), dissertações de mestrado e teses em ciências sociais, com ênfase na música.

“Teixeira de Manaus criou um jeito seu próprio cantar e compor e até pelo nome que adotou [Teixeira de Manaus] leva a cara do amazonas na nossa música”. Foi o que afirmou Ítalo Jimenez, saxofonista e educador musical, em entrevista a Darle Silva Teixeira. Ela é autora da dissertação “O beiradão está em festa”, defendida no PPG Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/UEA).

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