????NOS EUA: Wilson Lima diz que agenda da Amazônia é diferente da agenda ambiental mundial

Para governador do AM, enquanto se fala de metaverso e inteligência artificial, na Amazônia ainda se anseia por saneamento básico, energia elétrica e comunicação “Enquanto o mundo discute tecnologias como metaverso e inteligência artificial, as populações da Amazônia ainda anseiam por inovações de séculos passados, como saneamento básico, energia elétrica e comunicação”, discursou o governador …

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Para governador do AM, enquanto se fala de metaverso e inteligência artificial, na Amazônia ainda se anseia por saneamento básico, energia elétrica e comunicação

“Enquanto o mundo discute tecnologias como metaverso e inteligência artificial, as populações da Amazônia ainda anseiam por inovações de séculos passados, como saneamento básico, energia elétrica e comunicação”, discursou o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), durante encontro com Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), que ocorreu na última sexta-feira (1), nos Estados Unidos (EUA).

O encontro inédito realizado pelo LIDE reuniu governadores e prefeitos do Brasil com representantes de três organizações financeiras com sede em Washington: o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o International Finance Corporation (IFC). Também reúniu autoridades internacionais e nacionais, parlamentares, gestores públicos e empresários para estreitar o diálogo e atrair investimentos.

“A agenda ambiental da Amazônia é diferente da agenda do mundo porque enquanto o mundo discute metaverso, inteligência artificial e outras tecnologias, no Amazonas a gente está em busca daquelas inovações dos séculos XVIII e XIX: energia elétrica, internet, saneamento, o básico para que a nossa população possa sobreviver. As pessoas conhecem a floresta só pela copa das árvores e desconsideram ou desconhecem as verdadeiras raízes, que são as pessoas”, defendeu o governador Wilson Lima.

A declaração do governador do Amazonas, maior estado do Brasil em extensão territorial, com a maior e mais preservada área da Amazônia, foi feita no painel Oportunidades de Financiamentos para Infraestrutura e Serviços Públicos nos Estados e nos Municípios Brasileiros, com a presença de outros governadores de estados e prefeitos de cidades brasileiras.

Segundo Wilson Lima, o evento é importante para que os estados, principalmente da Amazônia, tenham a oportunidade de trocar experiências, apresentar demandas e também entender como esses organismos trabalham, visando ampliar parcerias em projetos prioritários para o desenvolvimento da região, sobretudo na área de infraestrutura voltada às populações que vivem mais distantes dos centros urbanos.

“Essas pessoas precisam do que é básico no interior. O estado do Amazonas tem metade de sua população na linha da pobreza e com pobreza não tem como proteger a floresta. E a gente só combate à pobreza com desenvolvimento, oportunidade para as pessoas, com geração de emprego e renda e com aquilo que é básico, aquilo que é essencial”, alertou Wilson Lima.

Crédito internacional
Atualmente o Governo do Amazonas possui um financiamento junto ao BID para o desenvolvimento do Prosamin+. Em Manaus, uma área de 340 mil metros quadrados, ao longo do Igarapé do Quarenta, num trecho entre a avenida Manaus 2000, no Japiim, zona sul, e a Comunidade da Sharp, no bairro Armando Mendes, zona leste, está sendo urbanizada, com o reassentamento de 2.383 famílias.

Ao todo, com o Prosamin+ em Manaus, serão beneficiadas mais de 60 mil pessoas com obras de saneamento básico, drenagem urbana, habitações, parques e praças e novas vias. Os investimentos somam cerca de US$ 114 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo BID e US$ 34 milhões de contrapartida estadual.

O estado também está desenvolvendo o Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins, que prevê investimentos de US$ 87,5 milhões (aproximadamente R$ 400 milhões), sendo US$ 70 milhões (R$ 320 milhões) financiados também pelo BID e a contrapartida do Governo do Amazonas de US$ 17,5 milhões (R$ 80 milhões).

O programa vai urbanizar uma área de risco de alagação na região conhecida como Lagoa da Francesa, com o objetivo de solucionar os problemas ambientais, urbanísticos e sociais da área, reassentando 832 famílias. A expectativa é iniciar as obras no primeiro semestre de 2024.

Além disso, junto ao Banco Mundial, o Amazonas obteve um empréstimo, em dezembro de 2020, no valor de US$ 200 milhões para ações de sustentabilidade fiscal e transparência.

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