O piloto do helicóptero que sumiu na véspera do Réveillon sob a neblina da Serra do Mar, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, não tem habilitação nem preparo para voar dentro de nuvens, no chamado voo por instrumentos. Para piorar a situação, Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, conduzia uma aeronave que …
????Os erros do piloto do helicóptero que sumiu em SP: “Ele fez loucura

O piloto do helicóptero que sumiu na véspera do Réveillon sob a neblina da Serra do Mar, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, não tem habilitação nem preparo para voar dentro de nuvens, no chamado voo por instrumentos. Para piorar a situação, Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, conduzia uma aeronave que não é certificada para esse tipo de viagem, segundo documentos obtidos pelo Metrópoles e especialistas ouvidos pela reportagem.
O helicóptero modelo Robinson R44 partiu do Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, com destino à Ilhabela, no litoral norte do estado. A aeronave foi localizada pela última vez no radar por volta de 15h20 do dia 31/12. Teodoro levava três passageiros: Raphael Torres, de 41 anos; Luciana Rodzewics, 45, e Letícia Ayumi, 20. Neste sábado (6/1), a Força Aérea Brasileira (FAB) realiza o sexta dia de buscas, mas nenhum vestígio do helicóptero e dos tripulantes foi encontrado até agora.
O modelo Robinson 44 não tem os equipamentos adequados que poderiam ajudar o piloto a navegar sem visibilidade. Além disso, a demora no trabalho de buscas também pode ser explicada pela ausência de outro item essencial: o chamado ELT, localizador que emite sinais de emergência em caso de colisão ou impacto.
Pelas regras brasileiras, o dispositivo de localização é obrigatório apenas no serviço de táxi aéreo, quando o piloto transporta passageiros por pagamento ou compensação financeira, e não nos voos privados, feitos pelo próprio dono. Compulsório ou não, o uso do ELT é questão de “prudência”.
Fonte: Metrópoles











