Processos contra os deputados estaduais do AM deverão ser analisados apenas em fevereiro de 2024 Não serão apenas os deputados federais Silas Câmara e Adail Pinheiro, ambos do Republicanos, que vão passar as festas de fim de ano aliviados com o encerramento do ano Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Os deputados estaduais …
????Recesso do TRE-AM livra avanço de processo que pede cassação de Mayara e Thiago

Processos contra os deputados estaduais do AM deverão ser analisados apenas em fevereiro de 2024
Não serão apenas os deputados federais Silas Câmara e Adail Pinheiro, ambos do Republicanos, que vão passar as festas de fim de ano aliviados com o encerramento do ano Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Os deputados estaduais Mayara Pinheiro (PRB) e Thiago Abrahim (União) também tiveram adiados para o próximo ano a análise dos processos de cassação de mandato.
Integrante de uma tradicional família de políticos cuja base eleitoral está no município de Coari, no Médio Solimões, Mayara Pinheiro tem contra si um pedido do Ministério Público Eleitoral para a quebra de sigilo bancário para a comprovação de arrecadação e gastos ilícitos ao longo da campanha de 2022.
Brigas na Justiça Eleitoral não são novidades para o clã Pinheiro. O patriarca da dinastia coariense é o ex-prefeito Adail Pinheiro, que teve um de seus mandatos cassados, mas mantém poder e influência para eleger os filhos, Adail Filho e Mayara.
Adail Filho também já sofreu reveses na Justiça Eleitoral, quando, por exemplo, venceu a eleição para prefeito de Coari em 2020, mas o TRE-AM considerou que a gestão seria a terceira seguida de um mesmo núcleo familiar uma vez que ele havia sucedido o pai.
Na eleição suplementar, o clã conseguiu eleger o atual prefeito, Keitton Pinheiro (PP), que é primo dos deputados Adail Filho e Mayara Pinheiro.
Abrahim, a volta de um clã dominante em Itacoatiara
A vitória de Mário Abrahim para a prefeitura de Itacoatiara, em 2020, devolveu à ribalta política local uma família que mandou na cidade ao longo dos anos 70 e 80 do século passado por meio do ex-prefeito Chibly Abrahim, mas desde então nunca mais havia chegado ao poder.
Mário não quer que a família fique tanto tempo longe do poder e trabalhou para eleger o filho, Thiago, deputado estadual e torná-lo seu sucessor no cargo em algum momento.
Mas o Ministério Público Eleitoral viu na campanha de Thiago uma série de “condutas vedadas”, como propaganda fora de época, promessas de entrega de bens em troca de apoio e uso irregular de aeronaves.
Tanto para Mayara quanto para Thiago, o MP pede a cassação dos mandatos e a posse dos suplentes. O processo, contudo, só deverá ser analisado em fevereiro do ano que vem, pois as primeiras sessões da corte, que volta ao trabalho na primeira semana de janeiro, deverá ser voltada para questões de gestão.











