????Servidores municipais protestam contra privatização da Manausmed

Os servidores públicos de Manaus protestaram em frente à sede do Serviço de Assistência à Saúde do Município de Manaus (Manausmed) nesta quarta-feira (18), contra a venda da empresa para a Hapvida Assistência Médica Ltda por R$ 108 milhões, realizada na última sexta-feira (13). Segundo os profissionais, a principal reivindicação é o fato de a …

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Os servidores públicos de Manaus protestaram em frente à sede do Serviço de Assistência à Saúde do Município de Manaus (Manausmed) nesta quarta-feira (18), contra a venda da empresa para a Hapvida Assistência Médica Ltda por R$ 108 milhões, realizada na última sexta-feira (13).

Segundo os profissionais, a principal reivindicação é o fato de a Prefeitura de Manaus não ter ouvido a categoria. A falta de informações sobre como foi realizado o contrato e quais serviços serão garantidos foram alguns dos motivos para a discordância em relação à privatização.

“Não concordamos que o recurso que está sendo gerido pela prefeitura seja deslocado sem nenhum tipo de pronunciamento e consulta aos servidores, cuja privatização não tivemos acesso à maneira do contrato, como isso foi feito, quais os serviços vamos ter direito, como fica a situação dos aposentados, se serão beneficiados por esse processo de privatização e a qualidade do serviço. Não podemos aceitar e concordar que a prefeitura, sem ouvir os servidores que pagam pelo sistema de saúde, sejam colocados à margem desse processo”, disse o servidor Bosco Omena.

Os servidores exigiram ainda que tanto o Executivo Municipal quanto a Secretaria Municipal de Administração e Gestão (Semad) indiquem um representante para a categoria.

“Nós exigimos que a Prefeitura de Manaus e que a Secretaria Municipal de Administração cumpra com a lei que determina que temos que ter um representante dos servidores, cujo esse servidor, não sabemos quem é, como foi escolhido, de que forma está representando a categoria e o que faz”, exigiu.

Eles também solicitaram que o prefeito David Almeida (Avante) e o secretário Célio Bernardes ouçam a categoria e não contratem a Hapvida. “Nós pedimos à Prefeitura de Manaus e ao secretário de administração que revejam seus atos, recuem e chamem os servidores para ouvir a categoria. Não podemos aceitar que nossos recursos sejam manipulados sem dar o mínimo de satisfação a nós que pagamos pelo sistema”, concluiu.

Uma das servidoras, Vânia, que é paciente oncológica, relatou que já chegou a ser barrada em uma clínica.

“Eu peço ao prefeito e aos vereadores, responsabilidade e compromisso. Eu estive diante do seu David Almeida durante a campanha, e me coloquei à frente dele, tenho isso filmado, aonde ele dizia que manteria sim a Manausmed. E agora, prefeito? O senhor sabe o que é um câncer? Como o senhor faz isso com a gente?” indagou a servidora, de forma indignada.

A servidora aposentada Maria de Nazaré se solidarizou com a colega Vânia e contou que precisou pagar por uma consulta particular porque o contrato foi encerrado nesta quarta-feira devido à falta de pagamento dos serviços da Manausmed. Segundo ela, os pagamentos não são feitos há mais de seis meses.

De acordo com o servidor Paulo André, a categoria paga, em média, R$ 150 mensalmente.

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