Prefeitura não apresentou ao órgão consultivo do executivo projeto de ordenamento do comércio local
Sem diálogo com a prefeitura, Associação Comercial reage e convoca assembleia sobre futuro do Centro

Sem receber detalhes sobre as ações da Prefeitura de Manaus no Centro Histórico, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) realizará, na próxima quarta-feira (13), uma assembleia geral no auditório José Coelho de Miranda Leão para ouvir categorias afetadas e avaliar os impactos no comércio local.
De acordo com o presidente da ACA, Bruno Pinheiro, a gestão municipal, sob o comando do prefeito David Almeida (Avante), não apresentou informações oficiais sobre o plano de “ordenamento” do Centro. Ele também criticou a ausência de diálogo com o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Renato Junior, responsável pelos serviços na área.
O objetivo da reunião é ouvir lojistas, proprietários de imóveis e representantes da sociedade civil sobre o programa anunciado pela prefeitura. A entidade afirma ter recebido diversas demandas da comunidade, que busca esclarecimentos sobre como a medida será implementada.
“Até o momento, não houve apresentação formal do projeto à Associação Comercial, nem detalhamento técnico sobre formato, cronograma, intervenções previstas ou impactos no comércio e na mobilidade”, disse Bruno Pinheiro.

Segundo ele, a iniciativa da ACA está respaldada por decreto de lei, já que a associação atua como órgão técnico consultivo da administração municipal. Fundada em 1871, a entidade representa empresários e a sociedade civil do Centro de Manaus.
Apesar da falta de informações sobre o plano, Bruno Pinheiro classificou como “positiva” a operação realizada pela Prefeitura no último dia 7, destacando o acolhimento a moradores em situação de rua e a repressão à venda de comida estragada. No entanto, ele ressaltou que permanecem dúvidas importantes:
“A rua será alargada ou não? O comércio ambulante será reordenado? Para onde irão os ambulantes? As calçadas ficarão mais estreitas ou mais largas? Vai ter Zona Azul? Quanto tempo levará a obra? Quando será iniciada?”, questionou.
Diante da ausência de respostas, a ACA pretende consolidar a posição da categoria antes de qualquer manifestação pública.
Outro lado
O Foco entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus (Seminf) solicitando esclarecimento sobre as denuncias da ACA, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.
Detalhes da assembleia
Data: 13/08/2025 (quarta-feira)
Hora: 18h30
Pauta: Ausência de diálogo com a Prefeitura de Manaus; proposta de abertura das ruas Guilherme Moreira, Marcílio Dias e Dr. Moreira no Centro Histórico; avaliação dos impactos econômicos, logísticos e sociais; e coleta de posicionamento de lojistas e representantes do setor para embasar possíveis medidas institucionais.











