Keiko Fujimori toma posse nesta terça-feira e inicia mandato no Peru

Keiko Fujimori assume nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru, em uma sessão solene no Congresso. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e conta com o argentino Javier Milei entre os convidados. Keiko marca o retorno da direita ao poder no país, após quatro anos de governo do esquerdista Pedro …

Compartilhar em:

Keiko Fujimori assume nesta terça-feira (28) a Presidência do Peru, em uma sessão solene no Congresso. A cerimônia marca o retorno da direita ao poder em Lima e conta com o argentino Javier Milei entre os convidados.

Keiko marca o retorno da direita ao poder no país, após quatro anos de governo do esquerdista Pedro Castilho, eleito em 2021. Além disso, a posse de Keiko marca a volta da família Fujimori à Casa de Pizarro, casa do Executivo peruano, visto que Alberto Fujimori, pai de Keiko, governou o Peru por uma década.

Fujimori morreu em 2014. Ele aplicou um autogolpe de Estado para se manter no poder por 10 anos, entre 1990 e 2000, e acabou condenado por crimes contra os direitos humanos.

Keiko foi eleita após o Jurado Nacional Eleitoral (JNE) do Peru, autoridade máxima da Justiça Eleitoral, confirmar a vitória pela Presidência no país. As eleições ficaram marcadas pela pequena diferença de votos entre os dois principais concorrentes.

Keiko recebeu 9.223.396 votos, o equivalente a 50,135% do total válido, contra 9.173.755 votos, ou 49,865%, do candidato de esquerda Roberto Sánchez.

O resultado oficial foi divulgado em 3 de julho, após uma contagem apertada, que terminou com 49.641 votos separando os dois candidatos.

País dividido e crise política
Keiko assume o comando de um Peru profundamente dividido e mergulhado em uma crise política que se arrasta há mais de uma década, com presidentes destituídos em série.

Ela receberá a faixa, inclusive, do presidente interino José María Balcázar Zelada, que foi escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão em fevereiro, após a destituição de José Jerí.

A nova presidente também enfrentará um Legislativo fragmentado: sua legenda, a Força Popular, elegeu as maiores bancadas — 41 deputados e 22 senadores —, mas está longe da maioria em ambas as casas, o que exigirá negociações com forças de direita e de centro.

Aos 51 anos, Keiko está na política desde a adolescência, quando passou a acompanhar o pai, o ditador Alberto Fujimori, em agendas oficiais.

Formada em administração de empresas nos Estados Unidos, ela foi eleita ao Congresso em 2006 com a maior votação já registrada para um parlamentar peruano.

Entre 2018 e 2020, chegou a passar cerca de um ano e meio presa no âmbito de investigações sobre suposto financiamento irregular de campanha, caso posteriormente arquivado.

Compartilhar em: