Reabilitação física transforma vidas em Manaus: “A Educação Física que me escolheu”, diz especialista Afonso Santana

Em Manaus, o trabalho de reabilitação física tem se consolidado como uma das áreas mais promissoras dentro da Educação Física. Um dos profissionais que se destaca nesse segmento é o educador físico Afonso Santana de Moraes, que desenvolve programas voltados especialmente para pessoas com limitações de mobilidade, incluindo idosos e pacientes em processo de recuperação …

Compartilhar em:

Em Manaus, o trabalho de reabilitação física tem se consolidado como uma das áreas mais promissoras dentro da Educação Física. Um dos profissionais que se destaca nesse segmento é o educador físico Afonso Santana de Moraes, que desenvolve programas voltados especialmente para pessoas com limitações de mobilidade, incluindo idosos e pacientes em processo de recuperação motora.

A atuação cuidadosa e personalizada de Afonso chamou atenção após um caso emblemático: o acompanhamento da mãe do empresário Fred Melo, que enfrentava severas dificuldades para se locomover. Com o suporte do educador, ela passou a se movimentar com mais facilidade, recuperando parte significativa de sua autonomia.

Especialista em Recuperação Funcional, Síndromes Metabólicas, Fisiologia do Exercício e Treinamento Físico para Grupos Especiais, Afonso relata como o atendimento individualizado tem feito a diferença na vida de seus alunos.

“Cada indivíduo tem sua especificidade, patologia ou restrição. Quando recebo um aluno, faço uma avaliação, identifico o problema e, a partir disso, desenvolvo um programa de treino específico para a sua necessidade”, explica o profissional.

Muito além da estética

Engana-se quem acredita que esse tipo de trabalho tem foco apenas na aparência física. Segundo o educador, a estética é apenas uma consequência tardia.

“A importância do trabalho de reabilitação física vai muito além da estética. Meus alunos são, na maioria, casos espetaculares de evolução e disciplina. O impacto começa na mente, pois muitos acreditam que não há mais solução para seu quadro. Em seguida, os benefícios são físicos, sociais e, principalmente, emocionais”, destaca Afonso.

Apesar de ser mais procurado por idosos, o trabalho desenvolvido por ele não se restringe à terceira idade.
“Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode se beneficiar. Quanto mais cedo começar, melhor. Isso ajuda a preservar massa muscular, articulações e ossos. Trabalhar a prevenção é sempre mais eficiente do que lidar com as consequências da inatividade”, orienta.

Adaptação e resultados

Um dos maiores desafios enfrentados por quem inicia um programa de reabilitação, especialmente na terceira idade, é a fase de adaptação. “Muitos idosos têm medo de quedas, não se sentem estimulados e, às vezes, resistem ao comprometimento com os exercícios. Mas, com paciência e acompanhamento adequado, os resultados aparecem”, afirma.

A recompensa, segundo ele, está nos sorrisos, na volta da autonomia e na autoestima recuperada.
“A melhora emocional e mental é clara. Os idosos se tornam mais ativos, sociáveis e deixam de se sentir um peso para suas famílias”, comenta.

Histórias que inspiram

Entre os diversos casos marcantes, um em especial emociona o educador: o da aluna Railda Melo.
“Ela chegou até mim em uma cadeira de rodas, achando que não poderia melhorar. Com o suporte de uma equipe multidisciplinar e um programa diário de reabilitação adaptado à sua condição, hoje ela vive com muito mais qualidade de vida, inspirando outras pessoas ao seu redor”, relata Afonso, com orgulho.

Um mercado em expansão

Com o envelhecimento da população, o educador físico avalia que o mercado de reabilitação está em pleno crescimento em Manaus.

“Há demanda, sim. Mas é fundamental que os profissionais estejam qualificados para lidar com esse público, pois ele exige conhecimento, cuidado e habilidades específicas”, analisa.

A atuação da atividade física também tem papel essencial na prevenção de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. “Os exercícios ajudam a formar novas células, diminuem a perda neuronal e melhoram as funções cognitivas e motoras. Isso pode retardar a progressão da doença ou até torná-la menos grave”, explica.

Paixão pela profissão

Encerrando com uma declaração pessoal, Afonso Santana revela que a paixão pela profissão é um dos principais combustíveis de sua jornada.

“Posso dizer que não fui eu que escolhi a Educação Física, foi ela quem me escolheu. Ser educador físico requer zelo, paciência e comprometimento. O trabalho é diário e os resultados são progressivos. Tenho orgulho do que faço e busco constantemente me qualificar para atender meus alunos com excelência”, finaliza.

Compartilhar em: