Morre Roberto Kahane, cineasta amazonense e fundador do Cineclube Lumière

Kahane dedicou a vida à sétima arte e se tornou referência ao dirigir e produzir filmes de relevância histórica

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O cinema amazonense perdeu um de seus grandes nomes. Roberto Kahane, cineasta nascido em Manaus no dia 7 de setembro de 1948, faleceu deixando um legado de obras que marcaram a produção audiovisual da região. Ele era casado com a apresentadora Norma Araújo.

Kahane dedicou a vida à sétima arte e se tornou referência ao dirigir e produzir filmes de relevância histórica, como Silvino Santos, o Fim de um Pioneiro (1970), Manaus (1970), Fragmentos da Terra Encantada (1971), 1922, a Exposição da Independência (1971), Vale Quem Tem (1974) e A Propósito de Futebol (1974). Também foi responsável por fundar o Cineclube Lumière, que se consolidou como um importante espaço de difusão e discussão da cultura cinematográfica no Amazonas.

Segundo o portal Cineset, Kahane foi um dos diretores históricos do cinema local, integrante da geração cineclubista que surgiu em Manaus nos anos 1960. Ao longo da carreira, dirigiu cerca de 40 curtas-metragens e dois longas: Como Cansa Ser Romano nos Trópicos (1969) e Noites sem Homem (1974).

O nome de Roberto Kahane permanece ligado à memória e à preservação do cinema amazonense, sendo lembrado como um artista que ajudou a construir a identidade cultural da região por meio da câmera.

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