Rosinaldo Bual é suspeito de liderar uma organização criminosa instalda dentro da Câmara Municipal de Manaus
Vereador de Manaus preso por rachadinha contratou empresa de roupas para divulgar atividade parlamentar

O vereador Rosinaldo Bual (Agir), preso sob suspeita de operar um esquema de “rachadinha” dentro de seu gabinete, desembolsou, em agosto, R$ 16,5 mil dos cofres públicos para contratar uma empresa de roupas com o objetivo de promover a “divulgação da atividade parlamentar”.
O valor refere-se à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado “Cotão”, e foi destinado à empresa Maely Indústria e Comércio de Confecções LTDA, cuja principal atividade, segundo a Receita Federal, é a “confecção, sob medida, de peças do vestuário, exceto roupas íntimas”.

O que chama a atenção é que, mesmo tendo como atividade principal a confecção de roupas, a empresa foi contratada para executar serviços de divulgação parlamentar, atividade distinta do seu ramo de atuação prioritário.

Segundo os dados da Receita Federal, entre as atividades secundárias da empresa estão:
- Serviços de acabamentos gráficos, exceto encadernação e plastificação
- Comércio varejista de calçados
- Comércio varejista de artigos esportivos
- Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente
A empresa está registrada sob o CNPJ 04.141.849/0001-36, localizada na rua Maria Tereza, bairro Japiim, e tem como sócios Elisangela dos Santos Batista e Marco Aurélio Almeida Bader Júnior.

Suspeita de rachadinha
Rosinaldo Bual foi preso na última sexta-feira (3) pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), suspeito de liderar um esquema criminoso de rachadinha dentro de seu próprio gabinete.
Com o parlamentar foram apreendidos uma grande quantidade em dinheiro, cheques e uma arma de fogo. A Justiça do Amazonas determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2,5 milhões em bens ligados ao vereador.
Segundo o MP-AM, servidores eram obrigados a repassar parte dos salários a líderes do esquema, que posteriormente transferiam os valores a Rosinaldo Bual. A prática configura o crime de peculato, entre outros pelos quais ele deverá responder.











