Rodrigo Bacellar é alvo de buscas nesta terça-feira (16), 7 dias após ser solto

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (16) um mandado de busca e apreensão contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), preso na primeira fase da operação Unha e Carne, no início do mês. Bacellar volta a ser alvo da PF uma semana após deixar a prisão. O parlamentar licenciado foi solto …

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A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (16) um mandado de busca e apreensão contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), preso na primeira fase da operação Unha e Carne, no início do mês.

Bacellar volta a ser alvo da PF uma semana após deixar a prisão. O parlamentar licenciado foi solto no dia 9 de dezembro, após os deputados estaduais fluminenses aprovarem sua soltura. Ele está afastado da presidência da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) e deve usar tornozeleira eletrônica, entre outras medidas cautelares, por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. Um assessor de Bacellar também foi alvo da PF hoje, na segunda fase da operação Unha e Carne.

Na mesma operação, a PF prendeu o desembargador federal Macário Judice Neto. Ele era o relator da ação contra o ex-deputado estadual TH Joias e é suspeito de vazamento da operação.

Segundo a PF, a nova operação investiga a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas. Isso teria levado à obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, deflagrada em setembro.

Ao todo, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, incluindo o de Bacellar. Eles foram expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Outro lado: o UOL procurou a assessoria da Alerj e a defesa de Bacellar e aguarda um posicionamento.

A investigação contra Bacellar

Deputado estadual licenciado é suspeito de vazar informações sigilosas de operação contra o ex-deputado TH Joias. Ele teria orientado TH — que está preso desde setembro por suspeita de integrar a facção criminosa Comando Vermelho — a destruir provas.

Prisão de Bacellar foi autorizada por Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro do STF disse que, segundo a investigação, Bacellar “orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência, a indicar um envolvimento direto” na obstrução à atuação dos órgãos de persecução penal no caso.

Defesa negou as acusações na semana passada. “Nosso constituído não atuou, de nenhuma forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação”, afirma defesa de Bacellar. Ao UOL, o advogado Daniel Bialski informou que “isso restará demonstrado, rechaçando as injustas suspeitas que lhe foram direcionadas”.

Moraes determinou medidas cautelares. Bacellar segue afastado do cargo de presidente da Alerj, deve usar tornozeleira eletrônica e ficar em casa das 19h às 6h em dias de semana e o dia inteiro aos fins de semana. Ele também está proibido de se comunicar com os demais investigados e seus passaportes devem ser entregues à PF.

Fonte: UOL

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